Cefaleia Tensional: Características Clínicas Essenciais

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

O diagnóstico de cefaleia tensional é pautado na entrevista médica, pois o exame clínico neurológico geralmente não apresenta alterações significativas. Quanto às características clínicas da cefaleia tensional, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A crise costuma ser unilateral, estar relacionada a estresse emocional e estar associada a náuseas, a vômitos e à fotofobia.
  2. B) A dor tem caráter forte e latejante, cursando com sensibilidade aumentada na mesma região e é agravada pela mastigação.
  3. C) É mais comum em homens e está associada à hiperemia ocular e ao lacrimejamento em suas crises.
  4. D) Costuma provocar dor súbita de forte intensidade, associada a nistagmo e à hipertonia da musculatura pericraniana.
  5. E) É o tipo de cefaleia primária mais frequente na prática médica, com característica de dor em peso, bilateral, e piora progressiva ao longo do dia.

Pérola Clínica

Cefaleia tensional = dor em peso/pressão, bilateral, leve a moderada, sem náuseas/vômitos, não agravada por atividade física.

Resumo-Chave

A cefaleia tensional é a cefaleia primária mais comum, caracterizada por dor bilateral, em aperto ou pressão, de intensidade leve a moderada, que não piora com atividade física rotineira e geralmente não está associada a náuseas, vômitos ou fotofobia/fonofobia intensas.

Contexto Educacional

A cefaleia tensional é a forma mais comum de cefaleia primária, afetando uma grande parcela da população mundial. Seu diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na anamnese detalhada, uma vez que o exame neurológico geralmente se mostra normal. É crucial para o estudante e residente de medicina saber identificar suas características para um manejo adequado e para diferenciá-la de outras cefaleias primárias e secundárias. As características clínicas da cefaleia tensional incluem dor bilateral, com sensação de aperto ou pressão, de intensidade leve a moderada. Diferentemente da enxaqueca, a dor não é pulsátil e não é agravada por atividades físicas rotineiras. Geralmente, não há associação com náuseas ou vômitos, e a fotofobia ou fonofobia, se presentes, são leves e não ocorrem simultaneamente. A dor pode ter piora progressiva ao longo do dia e frequentemente está relacionada a estresse ou tensão muscular pericraniana. O tratamento da cefaleia tensional aguda geralmente envolve analgésicos comuns, como paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Para a cefaleia tensional crônica, abordagens profiláticas são indicadas, incluindo antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina em baixas doses), relaxantes musculares e terapias não farmacológicas, como fisioterapia, acupuntura e técnicas de manejo do estresse. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a recorrência é comum.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para cefaleia tensional?

Os critérios incluem dor bilateral, em aperto ou pressão, intensidade leve a moderada, não agravada por atividade física rotineira, e ausência de náuseas/vômitos, ou apenas um dos sintomas de fotofobia ou fonofobia.

Como diferenciar cefaleia tensional de enxaqueca?

A cefaleia tensional é bilateral, não pulsátil, sem náuseas/vômitos e sem fotofobia/fonofobia intensas. A enxaqueca é tipicamente unilateral, pulsátil, com náuseas/vômitos e fotofobia/fonofobia acentuadas.

Qual o tratamento inicial para a cefaleia tensional?

O tratamento inicial envolve analgésicos simples (paracetamol, AINEs) para crises agudas. Para casos crônicos, podem ser indicados antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) e terapias não farmacológicas como relaxamento e biofeedback.

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