Cefaleia Tensional: Como Diferenciar da Enxaqueca na Prática

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 25 anos refere cefaleia holocraniana de moderada, associado a náuseas e fotofobia, ela é recorrente e chega a durar cerca de 7 dias, quando mantem sua atividade física regular se sente melhor. A principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Cefaleia tensional
  2. B) Cefaleia em salva
  3. C) Enxaqueca com áurea
  4. D) Enxaqueca sem áurea

Pérola Clínica

Cefaleia bilateral, em pressão/aperto, de intensidade leve a moderada, que não piora com esforço físico = Cefaleia Tensional.

Resumo-Chave

A cefaleia tensional se distingue da enxaqueca por sua natureza não incapacitante. A dor não é pulsátil, é geralmente bilateral e as atividades físicas de rotina não a agravam, podendo até aliviá-la. Náuseas leves ou fotofobia/fonofobia podem ocorrer, mas não de forma proeminente ou combinada.

Contexto Educacional

A cefaleia tensional é a cefaleia primária mais comum na população geral. Caracteriza-se por episódios de dor de cabeça com localização tipicamente bilateral, qualidade em pressão ou aperto, intensidade leve a moderada e duração variável, de minutos a dias. É um diagnóstico clínico baseado nos critérios da Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3). A fisiopatologia não é completamente elucidada, mas acredita-se que envolva mecanismos periféricos (sensibilização de nociceptores miofasciais pericranianos) e centrais (sensibilização de neurônios do núcleo trigeminal). Fatores como estresse, ansiedade e má postura são frequentemente associados. O principal diagnóstico diferencial é a enxaqueca. Diferentemente da enxaqueca, a cefaleia tensional não é agravada pela atividade física de rotina e não está associada a sintomas proeminentes como náuseas intensas, vômitos ou a combinação de fotofobia e fonofobia. O tratamento envolve medidas não farmacológicas (atividade física, terapia cognitivo-comportamental) e farmacológicas para crises (analgésicos, AINEs) e profilaxia nos casos crônicos (amitriptilina).

Perguntas Frequentes

Quais são as características clássicas da dor na cefaleia tensional?

A dor é tipicamente bilateral (holocraniana ou em faixa), com qualidade de pressão ou aperto, de intensidade leve a moderada. Crucialmente, não é agravada por atividades físicas de rotina como caminhar ou subir escadas.

Qual o tratamento de primeira linha para crises de cefaleia tensional?

O tratamento agudo é feito com analgésicos simples, como paracetamol, ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno. Para a forma crônica, o tratamento profilático de escolha é a amitriptilina.

Como diferenciar a cefaleia tensional da enxaqueca sem aura?

A enxaqueca é tipicamente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, piora com esforço e está associada a náuseas/vômitos e/ou fotofobia e fonofobia combinadas. A cefaleia tensional não preenche esses critérios de intensidade e sintomas associados.

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