Cefaleia Tensional: Diagnóstico e Características Essenciais

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

A cefaleia é um dos motivos de consulta mais prevalentes na atenção primária à saúde. Sobre as cefaleias, marque a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Os critérios diagnósticos de migrânea sem aura incluem: localização unilateral, caráter pulsátil, intensidade moderada ou forte e o não agravamento por atividade física rotineira.
  2. B) A ergotamina deve ser utilizada no tratamento na migrânea com incapacidade leve à moderada, sendo a medicação que apresenta maior evidência de efetividade.
  3. C) São características encontradas na cefaleia atribuída à arterite temporal: início da cefaleia após os 30 anos de idade, maior incidência em homens do que em mulheres, Velocidade de Hemossedimentação (VHS) elevada e melhora da dor pela inalação de oxigênio a 100%.
  4. D) A cefaleia tensional é o tipo mais comum de cefaleia primária, podendo apresentar dolorimento pericraniano, que aumenta com a intensidade da cefaleia.

Pérola Clínica

Cefaleia tensional: tipo mais comum, dor em aperto, bilateral, intensidade leve/moderada, não agravada por atividade física, pode ter dolorimento pericraniano.

Resumo-Chave

A cefaleia tensional é a cefaleia primária mais prevalente, caracterizada por dor em aperto, geralmente bilateral e de intensidade leve a moderada. Diferencia-se da migrânea por não ser agravada por atividade física rotineira e pela ausência de características pulsáteis ou sintomas associados como náuseas e vômitos, embora possa haver fotofobia ou fonofobia, mas não ambas.

Contexto Educacional

As cefaleias são uma das queixas mais frequentes na atenção primária à saúde, sendo crucial para o médico residente dominar seu diagnóstico e manejo. A maioria das cefaleias é primária, ou seja, não é causada por outra condição, e a cefaleia tensional é a mais prevalente, seguida pela migrânea. O reconhecimento das características clínicas de cada tipo é fundamental para um diagnóstico preciso e para evitar exames desnecessários ou tratamentos inadequados. A fisiopatologia da cefaleia tensional envolve mecanismos complexos, incluindo a sensibilização de vias nociceptivas centrais e periféricas, com a participação de fatores musculares e estresse. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3). É importante diferenciar das cefaleias secundárias, que podem indicar condições graves, como tumores, hemorragias ou arterite temporal, que requerem investigação imediata. O tratamento das cefaleias primárias inclui medidas não farmacológicas, como manejo do estresse e fisioterapia, e farmacológicas, com analgésicos simples para crises leves a moderadas e profilaxia em casos de alta frequência ou impacto significativo na qualidade de vida. O prognóstico é geralmente bom para cefaleias primárias, mas o manejo adequado é essencial para minimizar o impacto na vida dos pacientes e prevenir a cronificação da dor.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para cefaleia tensional?

A cefaleia tensional é caracterizada por dor bilateral, em aperto, de intensidade leve a moderada, sem caráter pulsátil, não agravada por atividade física rotineira e sem náuseas ou vômitos. Pode haver fotofobia ou fonofobia, mas não ambas.

Como diferenciar migrânea de cefaleia tensional?

A migrânea tipicamente apresenta dor unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a forte, agravada por atividade física e frequentemente associada a náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. A cefaleia tensional é bilateral, em aperto, e não é agravada por atividade física.

Quando suspeitar de cefaleia secundária, como a arterite temporal?

Deve-se suspeitar de arterite temporal em pacientes acima de 50 anos com cefaleia de novo início, dor na região temporal, claudicação de mandíbula, alterações visuais e VHS elevada. É uma emergência médica devido ao risco de cegueira.

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