HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Em uma consulta na UBS, Lívia relata que sua pressão, apesar de estar fazendo o tratamento adequadamente, não está controlada; quando mede, às vezes, está 15 x 10, e outras vezes, 16 x 9. Fala que ela sabe que esses valores são altos e os relaciona a uma dor de cabeça na nuca. Conta que tem dor de cabeça frequentemente, que vai e volta algumas vezes no mês. A dor parece apertar a nuca e, por vezes, desce para ombros, algumas vezes dói moderadamente e, de vez em quando, dói muito, fazendo com que ela não consiga ajeitar a sua própria casa ao chegar do trabalho no final da tarde. Toma dipirona em todas ocasiões em que sente a dor, isso acontece em torno 1-2 vezes por semana, no máximo, 6 vezes no mês. Nega qualquer outro sintoma que acompanhe, exceto a pressão alterada. Hoje está com dor leve atrás da cabeça, sem qualquer outro sintoma. No exame físico, não havia qualquer alteração, e a PA era de 126 x 86 mmHg.Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que descreve, corretamente, o diagnóstico e o tratamento.
Cefaleia tensional: dor bilateral, aperto, leve a moderada, sem náuseas/vômitos, não agravada por atividade física. Tratamento: analgésicos, AINEs, medidas não farmacológicas.
A paciente apresenta características clássicas de cefaleia tensional episódica frequente: dor bilateral em aperto, leve a moderada, sem sintomas associados como náuseas ou fotofobia/fonofobia intensas, e não agravada por atividade física. A PA na consulta é normal, afastando a cefaleia secundária à hipertensão descontrolada. O tratamento envolve analgésicos/AINEs e medidas não farmacológicas.
A cefaleia é uma das queixas mais comuns na atenção primária, e a cefaleia tensional é o tipo mais prevalente. É fundamental que residentes e profissionais de saúde saibam diferenciá-la de outras cefaleias, especialmente as secundárias, que podem indicar condições mais graves. A correta identificação da cefaleia tensional evita exames desnecessários e permite um manejo adequado, melhorando a qualidade de vida do paciente. A cefaleia tensional é classificada como uma cefaleia primária, o que significa que não é causada por outra condição subjacente. Suas características incluem dor bilateral, sensação de aperto ou pressão, intensidade leve a moderada, e ausência de agravamento por atividade física. Ao contrário da enxaqueca, geralmente não é acompanhada de náuseas ou vômitos, e se houver fotofobia ou fonofobia, não ocorrem juntas. É crucial não atribuir automaticamente a cefaleia à hipertensão arterial, a menos que haja uma crise hipertensiva grave, pois a maioria das cefaleias em hipertensos são primárias. O tratamento da cefaleia tensional envolve abordagens farmacológicas e não farmacológicas. Para o alívio agudo, analgésicos simples e AINEs são eficazes. No entanto, o uso excessivo de medicação deve ser evitado para prevenir a cefaleia por uso excessivo de medicação. As medidas não farmacológicas, como técnicas de relaxamento, massagem, exercícios físicos regulares, manejo do estresse e fisioterapia, são pilares importantes no manejo a longo prazo e na prevenção das crises, especialmente para a cefaleia tensional episódica frequente.
A cefaleia tensional tipicamente se apresenta como uma dor bilateral, em aperto ou pressão, de intensidade leve a moderada, que não é agravada por atividade física rotineira e não é acompanhada de náuseas ou vômitos. Pode haver fotofobia ou fonofobia, mas não ambas.
A cefaleia tensional é uma cefaleia primária. Cefaleias secundárias à hipertensão são raras e geralmente ocorrem apenas em crises hipertensivas graves (PA > 180/120 mmHg) ou emergências hipertensivas, não em elevações moderadas da pressão arterial. A ausência de outros sinais de alerta e um exame neurológico normal favorecem a cefaleia primária.
O tratamento agudo inclui analgésicos simples (como dipirona, paracetamol) ou anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Medidas não farmacológicas, como massagem, compressas, técnicas de relaxamento e fisioterapia, são muito importantes. A profilaxia é considerada para casos mais frequentes ou incapacitantes.
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