UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Jovem de 19 anos, sexo masculino, procura atendimento médico devido a episódios de cefaleia há 2 semanas. Relata que as dores são em aperto, localizadas em região occipital e tempo parietal, bilateralmente. Nega náuseas, vômitos, fonofobia, fotofobia ou escotomas. Não tem feito uso de medicação até o momento, referindo melhora após deitar-se em ambiente escuro e silencioso. Relata que está se preparando para concurso público, o que está lhe deixando ansioso e com episódios de insônia. O paciente refere que já apresentou episódios semelhantes aos atuais, geralmente desencadeados por momentos de estresse na vida pessoal. O exame físico é completamente normal. Com base nas informações, a conduta a ser adotada é
Cefaleia tensional → dor em aperto, bilateral, sem náuseas/vômitos/foto/fonofobia, associada a estresse → analgésicos comuns (paracetamol, AINEs).
A cefaleia tensional é a mais comum, caracterizada por dor em aperto, bilateral, sem sintomas autonômicos ou neurológicos focais. Fatores como estresse e ansiedade são gatilhos frequentes. O tratamento agudo envolve analgésicos simples.
A cefaleia tensional é a forma mais comum de cefaleia primária, afetando grande parte da população. Caracteriza-se por dor de cabeça bilateral, em aperto ou pressão, de intensidade leve a moderada, sem características de enxaqueca (náuseas, vômitos, fotofobia ou fonofobia intensas). Sua prevalência é alta, especialmente em indivíduos sob estresse ou ansiedade. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society (IHS). A dor não é agravada por atividade física rotineira e não há sinais neurológicos focais. Fatores psicossociais como estresse, ansiedade e insônia são frequentemente associados ao seu desencadeamento. É crucial diferenciar da enxaqueca e de cefaleias secundárias, que exigem investigação mais aprofundada. O tratamento agudo da cefaleia tensional envolve analgésicos simples como paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Medidas não farmacológicas, como repouso em ambiente tranquilo, técnicas de relaxamento e manejo do estresse, são igualmente importantes. A profilaxia pode ser considerada em casos crônicos ou muito frequentes, utilizando antidepressivos tricíclicos, por exemplo. Exames de imagem são desnecessários na ausência de 'red flags'.
A cefaleia tensional é tipicamente uma dor em aperto ou pressão, bilateral, de intensidade leve a moderada, sem náuseas, vômitos, fotofobia ou fonofobia intensas, e não é agravada por atividade física rotineira.
Sinais de alerta ('red flags') incluem início súbito e intenso, alteração do padrão da dor, cefaleia associada a febre, rigidez de nuca, déficits neurológicos focais, papiledema, ou em pacientes imunocomprometidos ou com câncer.
O tratamento inicial para crises de cefaleia tensional envolve analgésicos simples como paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), além de medidas não farmacológicas como repouso em ambiente tranquilo e manejo do estresse.
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