SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
As cefaleias acometem indivíduos independente de raça, sexo ou idade. Desse modo:
Cefaleia tensional é mais prevalente, mas enxaqueca é a que mais leva à busca médica.
A cefaleia tensional é a forma mais comum de cefaleia primária na população geral, mas a enxaqueca, devido à sua intensidade e impacto na qualidade de vida, é a principal causa de procura por atendimento médico. O abuso de analgésicos é uma complicação comum que pode cronificar a cefaleia.
As cefaleias são um dos sintomas mais comuns na prática médica, afetando uma vasta parcela da população independentemente de idade, sexo ou raça. Elas são classificadas em primárias (sem causa subjacente identificável, como enxaqueca, tensional e em salvas) e secundárias (causadas por outra condição). O reconhecimento das características de cada tipo é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A cefaleia do tipo tensional é a mais prevalente, caracterizada por dor bilateral, em aperto, de intensidade leve a moderada, sem características associadas como náuseas ou fotofobia. A enxaqueca (migrânea), embora menos prevalente, é a principal causa de procura por atendimento médico devido à sua intensidade (moderada a grave), caráter pulsátil, unilateralidade, e sintomas associados como náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia, que podem ser altamente incapacitantes. A cefaleia em salvas é rara, mas extremamente dolorosa, com crises curtas e intensas, acompanhadas de sintomas autonômicos. Um ponto crítico no manejo das cefaleias é o risco de cefaleia por uso excessivo de medicação (CMUM), que ocorre quando o uso frequente de analgésicos para tratar a cefaleia aguda paradoxalmente a cronifica. A profilaxia da enxaqueca é indicada para pacientes com crises frequentes ou incapacitantes, independentemente da idade ou sexo, e não apenas para mulheres acima de 30 anos. O tratamento da cefaleia em salvas envolve oxigênio a 100% e triptanos, mas a remissão completa com oxigênio não ocorre em 100% dos casos.
A cefaleia do tipo tensional é a mais prevalente na população geral, caracterizada por dor bilateral, em aperto, de intensidade leve a moderada.
Apesar de menos prevalente que a tensional, a enxaqueca é mais incapacitante, com dor moderada a grave, pulsátil, unilateral, associada a náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia, o que impacta significativamente a qualidade de vida.
O uso de analgésicos simples por mais de 15 dias por mês, ou de triptanos/opioides por mais de 10 dias por mês, por mais de três meses, é considerado abuso medicamentoso e pode levar à cefaleia por uso excessivo de medicação.
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