Cefaleia: Sinais de Alarme e Conduta de Urgência

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2025

Enunciado

Juliana, 30 anos, chega a um atendimento na Unidade Básica de Saúde para uma consulta de encaixe, referindo dores de cabeça há dois dias que se iniciaram ao realizar atividade física intensa. Trata-se de dor pulsátil, unilateral, sem irradiação. Vomitou três vezes e chegou a desmaiar. Conta que já teve sintomas semelhantes no período pré-menstrual, associados a náusea e fotofobia. Não houve melhora do quadro com uso de paracetamol e a paciente tem um trabalho muito importante à tarde, por isso resolveu buscar atendimento. Durante o exame físico, conta que é a pior dor de cabeça que já teve na vida. O exame apresenta PA155x90, rigidez de nuca e refere turvação da visão. Exame neurológico normal. Qual seria o melhor plano terapêutico nesse caso e por qual motivo?

Alternativas

  1. A) Medicar com analgésicos mais potentes para que ela se recupere rápido e possa realizar sua atividade importante no trabalho, já que essa é a principal demanda da paciente, e deixar um retorno marcado para reavaliação e melhor manejo da enxaqueca;
  2. B) Medicar com topiramato e encaminhar ao neurologista via ambulatorial, uma vez que se trata de uma enxaqueca de difícil controle;
  3. C) Encaminhar para o serviço de urgência e emergência, uma vez que ela possui sinais de alarme para cefaleia secundária;
  4. D) Acolher a paciente, entender como estão suas demandas e pressões no trabalho e propor um tratamento de manutenção para enxaqueca, além de avaliar sinais de depressão e ansiedade que possam estar contribuindo com os sintomas.

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