PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Juliana, 30 anos, chega a um atendimento na Unidade Básica de Saúde para uma consulta de encaixe, referindo dores de cabeça há dois dias que se iniciaram ao realizar atividade física intensa. Trata-se de dor pulsátil, unilateral, sem irradiação. Vomitou três vezes e chegou a desmaiar. Conta que já teve sintomas semelhantes no período pré-menstrual, associados a náusea e fotofobia. Não houve melhora do quadro com uso de paracetamol e a paciente tem um trabalho muito importante à tarde, por isso resolveu buscar atendimento. Durante o exame físico, conta que é a pior dor de cabeça que já teve na vida. O exame apresenta PA155x90, rigidez de nuca e refere turvação da visão. Exame neurológico normal. Qual seria o melhor plano terapêutico nesse caso e por qual motivo?
Cefaleia 'pior da vida' + rigidez de nuca + síncope → Sinais de alarme para cefaleia secundária, encaminhar URGENTE.
A paciente apresenta múltiplos sinais de alarme para cefaleia secundária, incluindo a descrição de 'pior dor de cabeça da vida' (cefaleia em trovoada), início súbito com atividade física, rigidez de nuca, síncope e alterações visuais. Esses achados sugerem condições graves como hemorragia subaracnoidea, exigindo encaminhamento imediato para serviço de urgência e emergência para investigação diagnóstica e manejo adequado.
A cefaleia é uma queixa extremamente comum na prática médica, mas a diferenciação entre cefaleias primárias (como enxaqueca) e secundárias (causadas por outra condição) é crucial. As cefaleias secundárias podem ser indicativas de condições graves e potencialmente fatais, exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica urgente. A história clínica detalhada é a ferramenta mais importante para identificar sinais de alarme. No caso de Juliana, a presença de múltiplos sinais de alarme é evidente: a descrição de 'pior dor de cabeça da vida' (cefaleia em trovoada), o início súbito com atividade física intensa, a síncope, a rigidez de nuca e a turvação visual. Esses achados são altamente sugestivos de uma causa secundária, como hemorragia subaracnoidea, dissecção arterial, trombose venosa cerebral ou outras condições intracranianas graves. A pressão arterial elevada (155x90 mmHg) também deve ser monitorada. Diante desses sinais, a conduta mais adequada é o encaminhamento imediato para um serviço de urgência e emergência. A investigação deve incluir neuroimagem (preferencialmente tomografia computadorizada de crânio sem contraste) para descartar hemorragia ou outras lesões estruturais. A punção lombar pode ser necessária se a TC for normal, mas a suspeita de hemorragia subaracnoidea persistir. O tratamento sintomático da cefaleia só deve ser iniciado após a exclusão de causas secundárias graves, e o manejo da enxaqueca crônica ou outras cefaleias primárias é uma etapa posterior, após a estabilização do quadro agudo.
Os principais sinais de alarme incluem: 'pior dor de cabeça da vida' (cefaleia em trovoada), início súbito, cefaleia progressiva, alteração do estado mental, sinais neurológicos focais, rigidez de nuca, febre, papiledema, idade > 50 anos com nova cefaleia, e cefaleia precipitada por esforço físico ou tosse.
A descrição de 'pior dor de cabeça da vida', especialmente se de início súbito (cefaleia em trovoada), é altamente sugestiva de hemorragia subaracnoidea. Esta condição é uma emergência médica grave que requer diagnóstico e tratamento imediatos para prevenir sequelas neurológicas permanentes ou óbito.
A conduta inicial é encaminhar o paciente imediatamente para um serviço de urgência e emergência. Lá, a investigação deve incluir neuroimagem (tomografia computadorizada de crânio sem contraste) para excluir hemorragia e outras causas estruturais, e, se necessário, punção lombar.
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