Cefaleia com Sinais de Alerta: Quando Investigar?

HAOC - Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 35 anos, queixa-se de cefaleia há três semanas, temporal à esquerda, de caráter contínuo, pulsátil, intensidade de 9 em 10, sem melhora com uso de analgésicos comuns ou opioides. Relata que acorda durante a noite devido à dor e que não há fatores de melhora ou piora. Nega febre, conta que tem sono regular e que faz uso regular de suplementos alimentares há 9 anos. Acrescenta que desde há 15 anos apresenta enxaqueca com alívio da dor com analgésicos simples; além de ser hipertenso há dois anos, obtendo boa resposta ao tratamento com losartana 50 mg/dia. Ao exame físico, registram-se: FC de 76 bpm, FR de 18 irpm, PA de 144x96 mmHg. O paciente apresenta fácies de dor, corado, hidratado, eupneico, acianótico e anictérico. Os exames clínicos cardiovascular, respiratório, abdominal, pares cranianos, fundo de olho apresentam-se normais; ausência de rigidez de nuca. Qual é a conduta mais adequada na gestão de saúde deste paciente?

Alternativas

  1. A) Introduzir nova medicação anti-hipertensiva, com retorno ambulatorial em duas semanas.
  2. B) Substituir a medicação antihipertensiva por outra com menor potencial de efeitos colaterais.
  3. C) Descartar neoplasia intracraniana ou glaucoma, já que o exame de fundo de olho se encontra normal.
  4. D) Diagnosticar cefaleia tensional e orientar medidas de relaxamento muscular.
  5. E) Realizar tomografia de crânio com contraste, pois o paciente apresenta sinais de alerta.

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