HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 16 anos, com queixa de cefaleia nova hemicraniana direita, pulsátil, há 3 dias, progressiva atualmente de forte intensidade, com piora ao subir e descer escadas, associada a foto e fonofobia com náuseas sem vômitos. Nega quadros semelhantes prévios. Exame neurológico normal, exame físico com presença de coriza purulenta e discreta hiperemia na orofaringe.Assinale a melhor hipótese diagnóstica no momento.
Cefaleia nova + sinais sistêmicos/infecciosos + piora progressiva → sempre investigar cefaleia secundária.
A presença de uma cefaleia 'nova' em um paciente jovem, associada a sintomas sistêmicos (coriza purulenta, hiperemia orofaringe) e características que sugerem aumento da pressão intracraniana (piora ao subir/descer escadas), levanta forte suspeita de uma causa secundária, como uma rinossinusite aguda complicada ou outra infecção.
Cefaleias são queixas comuns em adolescentes, sendo a maioria primária (enxaqueca, tensional). No entanto, é crucial estar atento a sinais de alerta que podem indicar uma cefaleia secundária, potencialmente grave, como infecções, tumores ou hemorragias. Neste caso, a cefaleia 'nova' e progressiva, associada a sintomas de infecção (coriza purulenta, hiperemia orofaringe) e piora com movimentos (sugestivo de aumento da pressão intracraniana), aponta fortemente para uma causa secundária. A rinossinusite aguda é uma hipótese plausível, mas outras causas infecciosas ou inflamatórias devem ser consideradas. A conduta inicial deve incluir uma investigação mais aprofundada, como exames de imagem (TC ou RM de crânio e seios da face) e exames laboratoriais, para confirmar ou excluir causas secundárias antes de considerar um diagnóstico de cefaleia primária.
Sinais de alerta incluem cefaleia nova e súbita, piora progressiva, alteração do padrão de cefaleia prévia, sintomas neurológicos focais, febre, rigidez de nuca, papiledema, imunossupressão e idade >50 anos.
Esses sintomas sugerem uma infecção do trato respiratório superior ou sinusite, que pode ser a causa da cefaleia secundária, seja por inflamação direta ou por complicações como trombose de seio venoso.
A diferenciação baseia-se na história clínica detalhada, buscando sinais de alerta. Cefaleias primárias (enxaqueca, tensional) são geralmente recorrentes e sem sintomas sistêmicos ou neurológicos focais associados. Cefaleias secundárias são 'novas', atípicas ou acompanhadas de outros sinais.
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