UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 25 anos, sexo masculino, procura o pronto-socorro pela quarta vez na mesma semana, com história de duas a quatro crises diárias de cefaleia unilateral, sempre à esquerda, de intensidade muito forte, com lacrimejamento ipsilateral, congestão nasal e rinorreia. Relata episódios prévios no último ano. Para abortar a dor aguda e tratar profilaticamente a melhor conduta é, respectivamente:
Cefaleia em salvas: Crise aguda → Oxigênio inalatório. Profilaxia → Verapamil.
O quadro clínico descrito (cefaleia unilateral intensa, sintomas autonômicos ipsilaterais, crises diárias, sexo masculino) é clássico de cefaleia em salvas. Para abortar a crise aguda, o oxigênio inalatório a alto fluxo é a primeira linha. Para a profilaxia, o verapamil é a droga de escolha, especialmente em doses elevadas.
A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, pertencente ao grupo das cefaleias trigeminais autonômicas (CTAs). É mais comum em homens jovens e se caracteriza por crises de dor unilateral excruciante, acompanhada de sintomas autonômicos cranianos ipsilaterais, ocorrendo em "salvas" ou períodos de crises seguidos por remissão. O diagnóstico é clínico e baseia-se na história detalhada dos sintomas. A dor é descrita como lancinante, em pontada ou queimação, localizada na região orbital, supraorbital ou temporal. Os sintomas autonômicos incluem lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese facial, miose, ptose e edema palpebral, todos do mesmo lado da dor. O tratamento da cefaleia em salvas envolve a abordagem da crise aguda e a profilaxia para reduzir a frequência e intensidade dos episódios. Para a crise aguda, o oxigênio inalatório a 100% em alto fluxo é a primeira escolha, seguido por triptanos subcutâneos. Para a profilaxia, o verapamil é o medicamento de primeira linha, frequentemente em doses elevadas, exigindo monitorização cardíaca. Outras opções incluem topiramato, lítio e bloqueio do nervo occipital.
A cefaleia em salvas é caracterizada por crises de dor unilateral (geralmente periorbital, temporal ou frontal) muito intensa, de curta duração (15-180 minutos), com frequência de 1 a 8 vezes ao dia, associada a sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, ptose, miose, edema palpebral e sudorese facial.
O oxigênio inalatório a 100% em alto fluxo (10-15 L/min por máscara não reinalante) é eficaz em abortar as crises de cefaleia em salvas em muitos pacientes. Seu mecanismo exato não é totalmente compreendido, mas acredita-se que atue na vasoconstrição cerebral e na modulação de vias neuronais envolvidas na dor.
O verapamil, um bloqueador dos canais de cálcio, é o tratamento profilático de primeira linha para cefaleia em salvas. Ele atua estabilizando a atividade neuronal no hipotálamo, que é considerado o "marcapasso" das crises. Doses elevadas podem ser necessárias, com monitorização cardíaca devido ao risco de bradicardia e bloqueios atrioventriculares.
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