SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
O tratamento de escolha da cefaleia com características de cefaleia unilateral, forte intensidade, associada a lacrimejamento e hiperemia conjuntival, congestão nasal e rinorreia, sudorese frontal, miose, rubor facial, ptose e edema palpebral e duração limitada é:
Cefaleia em Salvas (unilateral, forte, autonômicos) → tratamento agudo: Oxigenoterapia 10-12 L/min por 20 min.
A cefaleia em salvas é uma cefaleia primária caracterizada por dor unilateral intensa, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais (lacrimejamento, congestão nasal, ptose). O tratamento de escolha para a crise aguda é a oxigenoterapia com alta vazão (10-12 L/min) por 15-20 minutos, que proporciona alívio rápido e eficaz.
A Cefaleia em Salvas, ou Cluster Headache, é uma das cefaleias primárias mais dolorosas e incapacitantes, pertencente ao grupo das cefaleias trigeminais autonômicas. Caracteriza-se por crises de dor unilateral, de intensidade excruciante, geralmente na região orbital, supraorbital e/ou temporal, acompanhada por sintomas autonômicos ipsilaterais, como lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal, rinorreia, sudorese frontal, miose, ptose e edema palpebral. As crises são de curta duração (15-180 minutos) e ocorrem em 'salvas' ou períodos, seguidos de remissão. O reconhecimento rápido dos sintomas é crucial, pois o tratamento abortivo deve ser iniciado o mais cedo possível para aliviar a dor. A oxigenoterapia é o tratamento de escolha para a crise aguda de Cefaleia em Salvas. Deve ser administrada com alta vazão (10-12 litros por minuto) por máscara facial, durante 15 a 20 minutos. Este método é seguro, eficaz e geralmente proporciona alívio significativo em poucos minutos. Outras opções incluem triptanos subcutâneos ou intranasais. É fundamental que residentes e profissionais de saúde saibam diferenciar a Cefaleia em Salvas de outras cefaleias, como a enxaqueca, para evitar tratamentos inadequados. O uso de analgésicos comuns, opioides ou corticosteroides intravenosos não é eficaz para abortar a crise de Cefaleia em Salvas e pode atrasar o tratamento correto, prolongando o sofrimento do paciente. A profilaxia também é importante para reduzir a frequência e intensidade das crises, com verapamil sendo uma opção comum.
A Cefaleia em Salvas é caracterizada por dor unilateral, de forte intensidade, localizada na região orbital, supraorbital e/ou temporal, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais, como lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal, rinorreia, sudorese frontal, miose, ptose e edema palpebral.
O tratamento de primeira linha para uma crise aguda de Cefaleia em Salvas é a oxigenoterapia, administrada a 10-12 L/min por máscara facial por 15 a 20 minutos. Triptanos subcutâneos ou nasais também são opções eficazes.
O mecanismo exato da eficácia da oxigenoterapia não é totalmente compreendido, mas acredita-se que atue na vasoconstrição cerebral e na inibição da ativação do sistema trigeminal, aliviando a dor e os sintomas autonômicos rapidamente.
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