Cefaleia em Salvas: Diagnóstico e Manejo Agudo

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015

Enunciado

Homem de 40 anos queixa-se de crises noturnas de dor periorbital, unilateral, de forte intensidade, acompanhada de congestão nasal, rinorreia e lacrimejamento ipsilaterais, que se iniciaram há algumas semanas. Diante desse quadro, assinale a afirmativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) A inalação de oxigênio a 100% durante a crise alivia os sintomas.
  2. B) A síndrome de Horner (ptose, miose e anidrose) é um achado do exame físico.
  3. C) O consumo de bebidas alcoólicas é um fator desencadeante.
  4. D) Quando não ocorre remissão, é denominada de hemicrania contínua.

Pérola Clínica

Cefaleia em Salvas: dor periorbital unilateral intensa + sintomas autonômicos ipsilaterais. Oxigênio 100% alivia.

Resumo-Chave

A cefaleia em salvas é uma cefaleia primária caracterizada por dor unilateral, periorbital ou temporal, de forte intensidade, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais. A inalação de oxigênio a 100% é um tratamento agudo eficaz, e o álcool é um conhecido fator desencadeante. A hemicrania contínua é uma cefaleia diferente, que responde à indometacina.

Contexto Educacional

A cefaleia em salvas, ou cluster headache, é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, afetando predominantemente homens jovens. Sua prevalência é de cerca de 0,1% da população geral, sendo crucial para o residente reconhecer seus padrões característicos para um diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia envolve o hipotálamo e o sistema trigeminal autonômico, explicando a dor e os sintomas associados. O diagnóstico é clínico, baseado na história de crises de dor unilateral, periorbital ou temporal, acompanhadas de sintomas autonômicos ipsilaterais, como lacrimejamento, rinorreia, congestão nasal, ptose e miose. A síndrome de Horner incompleta (ptose e miose, sem anidrose) pode ser um achado. Fatores como o consumo de álcool são conhecidos por desencadear crises. O tratamento agudo eficaz inclui a inalação de oxigênio a 100% e triptanos subcutâneos. A profilaxia é essencial para reduzir a frequência e intensidade das crises, com verapamil sendo a primeira escolha. É fundamental diferenciar a cefaleia em salvas de outras cefaleias trigeminais autonômicas, como a hemicrania contínua, que tem resposta característica à indometacina, para evitar tratamentos inadequados e garantir o alívio do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas é caracterizada por dor unilateral, periorbital ou temporal, de forte intensidade, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais, como congestão nasal, rinorreia, lacrimejamento, ptose, miose e edema palpebral. As crises são tipicamente noturnas e de curta duração.

Qual é o tratamento de primeira linha para uma crise aguda de cefaleia em salvas?

O tratamento de primeira linha para uma crise aguda de cefaleia em salvas é a inalação de oxigênio a 100% por máscara facial, com fluxo de 7 a 12 litros por minuto, por 15 a 20 minutos. Triptanos subcutâneos também são eficazes.

Como diferenciar cefaleia em salvas de hemicrania contínua?

A cefaleia em salvas apresenta crises episódicas de dor intensa, enquanto a hemicrania contínua é caracterizada por dor unilateral persistente, embora com exacerbações. A principal diferença terapêutica é que a hemicrania contínua responde de forma completa e sustentada à indometacina, o que não ocorre na cefaleia em salvas.

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