Cefaleia em Salvas: Sinais Autonômicos e Duração dos Ataques

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

A cefaleia em salvas é uma cefaleia unilateral, referida sempre do mesmo lado, forte intensidade (excruciante), localizando-se em região orbital, supraorbital e/ou temporal. Sendo correto o item:

Alternativas

  1. A) Associação a sinais/sintomas autonômicos contra laterais à dor (lacrimejamento e hiperemia conjuntival, congestão nasal e rinorreia, sudorese frontal, miose, rubor facial, ptose e edema palpebral e duração limitada de 15 a 180 minutos.
  2. B) Associação a sinais/sintomas autonômicos ipsilaterais à dor (lacrimejamento e hiperemia conjuntival, congestão nasal e rinorreia, sudorese frontal, miose, rubor facial, ptose e edema palpebral e duração limitada de 2 minutos.
  3. C) Associação a sinais/sintomas autonômicos ipsilaterais à dor (lacrimejamento e hiperemia conjuntival, congestão nasal e rinorreia, sudorese frontal, miose, rubor facial, ptose e edema palpebral e duração limitada de 15 a 180 minutos.
  4. D) Associação a sinais/sintomas autonômicos ipsilaterais à dor (lacrimejamento e hiperemia conjuntival, congestão nasal e rinorreia, sudorese frontal, miose, rubor facial, ptose e nunca edema palpebral e duração limitada de 15 minutos.

Pérola Clínica

Cefaleia em salvas = dor unilateral excruciante + sintomas autonômicos ipsilaterais (15-180 min).

Resumo-Chave

A cefaleia em salvas é caracterizada por dor unilateral intensa, geralmente periorbital, acompanhada de sintomas autonômicos cranianos ipsilaterais à dor, como lacrimejamento, rinorreia, ptose e miose. A duração típica dos ataques é de 15 a 180 minutos, diferenciando-a de outras cefaleias.

Contexto Educacional

A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, classificada como uma cefaleia trigeminal autonômica. É caracterizada por ataques de dor unilateral, excruciante, localizada em região orbital, supraorbital e/ou temporal, que ocorrem em períodos de salvas, intercalados com remissões. A intensidade da dor é tão severa que muitos pacientes descrevem uma sensação de inquietação ou agitação durante os ataques. O diagnóstico da cefaleia em salvas é clínico e baseia-se na presença de sintomas autonômicos cranianos ipsilaterais à dor. Estes incluem lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal, rinorreia, sudorese frontal, miose, ptose, edema palpebral e rubor facial. A duração dos ataques é um critério diagnóstico importante, variando tipicamente de 15 a 180 minutos, o que a distingue de outras cefaleias. Para residentes, é fundamental reconhecer a apresentação clínica clássica da cefaleia em salvas para um diagnóstico correto e manejo adequado. O tratamento agudo geralmente envolve oxigênio a 100% e triptanos subcutâneos, enquanto a profilaxia pode incluir verapamil ou corticosteroides. A compreensão dos critérios diagnósticos e a diferenciação de outras cefaleias são essenciais para evitar atrasos no tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas manifesta-se com dor unilateral excruciante, geralmente na região orbital/temporal, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, congestão nasal, ptose e miose.

Qual a duração típica de um ataque de cefaleia em salvas?

Os ataques de cefaleia em salvas são relativamente curtos, com duração que varia de 15 a 180 minutos, e podem ocorrer várias vezes ao dia.

Como diferenciar cefaleia em salvas de outras cefaleias?

A combinação de dor unilateral excruciante, sintomas autonômicos ipsilaterais e a duração característica dos ataques (15-180 min) são cruciais para diferenciá-la de enxaqueca ou outras cefaleias trigeminais autonômicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo