Cefaleia em Salvas: Diagnóstico e Manejo na Urgência

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Determinado paciente de 42 anos de idade procurou atendimento na unidade de pronto atendimento com queixa de cefaleia excruciante, unilateral, principalmente periorbitária, associada a vermelhidão ocular, lacrimejamento e rinorreia. Referiu ter apresentado episódios semelhantes anteriormente, e o último ocorreu há cerca de cinco meses, melhorando somente após oxigenioterapia a 100%.Diante da descrição, a hipótese diagnóstica compatível com o quadro é a de

Alternativas

  1. A) migrânea com aura.
  2. B) cefaleia tensional.
  3. C) migrânea sem aura.
  4. D) síndrome dolorosa miofascial.
  5. E) cefaleia em salvas.

Pérola Clínica

Cefaleia em salvas: dor excruciante unilateral periorbitária + sintomas autonômicos ipsilaterais + melhora com O2 100%.

Resumo-Chave

A cefaleia em salvas é uma cefaleia primária caracterizada por dor intensa, unilateral, geralmente periorbitária, associada a sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, rinorreia e vermelhidão ocular. A resposta à oxigenioterapia a 100% é um forte indicativo diagnóstico e terapêutico.

Contexto Educacional

A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, classificada dentro das cefaleias trigeminais autonômicas. Afeta predominantemente homens jovens e de meia-idade, com uma prevalência de cerca de 0,1%. Seu reconhecimento é crucial devido à intensidade da dor e à necessidade de tratamento agudo eficaz, sendo um tema frequente em provas de residência médica. A fisiopatologia envolve a ativação do sistema trigeminal e do sistema nervoso autônomo parassimpático, com disfunção do hipotálamo. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society (IHS), que incluem ataques de dor unilateral, supraorbital, temporal ou periorbitária, acompanhados de sintomas autonômicos ipsilaterais. A história de melhora com oxigenioterapia é um forte indício. O tratamento agudo da cefaleia em salvas consiste em oxigenioterapia a 100% e triptanos subcutâneos. Para a profilaxia, verapamil é a primeira escolha. É fundamental que o médico esteja apto a diferenciar esta condição de outras cefaleias primárias e secundárias, garantindo o manejo adequado e alívio do sofrimento do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas manifesta-se com dor excruciante, unilateral, geralmente periorbitária ou temporal, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, rinorreia, congestão nasal, ptose, miose e edema palpebral. Os ataques são de curta duração, mas muito intensos.

Qual é o tratamento de primeira linha para uma crise aguda de cefaleia em salvas?

O tratamento de primeira linha para uma crise aguda de cefaleia em salvas é a oxigenioterapia a 100% por máscara facial, com fluxo de 12-15 L/min, por 15-20 minutos. Triptanos subcutâneos, como o sumatriptano, também são eficazes.

Como diferenciar cefaleia em salvas de migrânea?

A cefaleia em salvas se diferencia da migrânea pela intensidade excruciante da dor, localização estritamente unilateral, duração mais curta dos ataques (15-180 minutos) e presença proeminente de sintomas autonômicos ipsilaterais. A migrânea geralmente tem dor pulsátil, duração mais longa e pode ter aura.

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