Cefaleia em Salvas: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023

Enunciado

Alfredo de 43 anos procura atendimento em pronto-socorro por crises de cefaleia hemicrânia direita há 6 dias, quando mudou turno de trabalho em sua empresa. A dor é lancinante, de forte intensidade, com até 4 episódios por dia durando até 1 hora cada um. No momento com dor de intensidade 10 (escala 0 a 10). No exame clínico, hiperemia conjuntival e sudorese em hemiface, ambos à direita. Pressão arterial: 157 x 98mmHg, frequência cardíaca: 110 bpm. Qual é a melhor associação de tratamento para controle agudo e crônico para o quadro álgico do paciente?

Alternativas

  1. A) Oxigênio e Gabapentina, respectivamente.
  2. B) Morfina e pregabalina, respectivamente.
  3. C) Dipirona e prednisona, respectivamente.
  4. D) Sumatriptano nasal e verapamil, respectivamente.
  5. E) Dipirona e haloperidol, respectivamente.

Pérola Clínica

Cefaleia hemicraniana lancinante, curta duração, sintomas autonômicos ipsilaterais → Cefaleia em Salvas. Agudo: Sumatriptano nasal/SC ou O2. Profilaxia: Verapamil.

Resumo-Chave

O quadro clínico de Alfredo, com cefaleia hemicraniana lancinante, de forte intensidade, curta duração, alta frequência e sintomas autonômicos ipsilaterais (hiperemia conjuntival, sudorese em hemiface), é clássico de cefaleia em salvas. Para o tratamento agudo, Sumatriptano (subcutâneo ou nasal) e oxigênio 100% em alto fluxo são as opções de primeira linha. Para a profilaxia (controle crônico), o Verapamil é a medicação de escolha.

Contexto Educacional

A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas e incapacitantes, classificada como uma cefaleia trigeminal autonômica. Embora rara, sua intensidade e o impacto na qualidade de vida dos pacientes a tornam um tópico importante na neurologia. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para aliviar o sofrimento do paciente e prevenir a cronificação. A fisiopatologia da cefaleia em salvas envolve a ativação do hipotálamo e do sistema trigeminal-autonômico. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nas características da dor e nos sintomas autonômicos associados, que são altamente específicos. É fundamental diferenciar a cefaleia em salvas de outras cefaleias primárias, como a enxaqueca, e de causas secundárias de dor facial, embora exames de imagem possam ser realizados para excluir lesões estruturais. O tratamento da cefaleia em salvas é dividido em agudo e profilático. Para o tratamento agudo das crises, o oxigênio 100% em alto fluxo e o sumatriptano (subcutâneo ou nasal) são as opções mais eficazes e rápidas. Para a profilaxia, o Verapamil é a medicação de escolha, com titulação cuidadosa da dose. Em casos refratários, outras abordagens farmacológicas e não farmacológicas podem ser consideradas. O manejo adequado requer uma compreensão profunda da doença e de suas opções terapêuticas para garantir o melhor resultado para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas para diagnosticar a cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas é caracterizada por dor unilateral, periorbital, supraorbital ou temporal, de intensidade grave a muito grave, com duração de 15 a 180 minutos, ocorrendo de 1 a 8 vezes ao dia. É acompanhada por sintomas autonômicos ipsilaterais, como hiperemia conjuntival, lacrimejamento, rinorreia, congestão nasal, sudorese facial, miose, ptose ou edema palpebral.

Qual é o tratamento agudo de escolha para uma crise de cefaleia em salvas?

O tratamento agudo de primeira linha para a cefaleia em salvas inclui oxigênio 100% em alto fluxo (12-15 L/min por 15-20 minutos) e triptanos, especialmente o sumatriptano subcutâneo (6 mg) ou nasal (20 mg). Ambos são eficazes para abortar as crises rapidamente.

Qual medicação é utilizada para a profilaxia da cefaleia em salvas?

O Verapamil é a medicação de primeira escolha para a profilaxia da cefaleia em salvas, geralmente em doses elevadas. Outras opções incluem topiramato, lítio e, em casos refratários, bloqueios nervosos ou neuromodulação.

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