Cefaleia em Salvas: Características Diagnósticas Essenciais

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022

Enunciado

Sobre as cefaleias primárias, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A cefaleia do tipo tensional é uma das mais comuns, caracteriza-se por ser de intensidade leve a moderada e então não é passível de cronificação, sendo classificada somente como episódica pela classificação internacional de cefaleias.
  2. B) A migrânea (enxaqueca) tem o caráter de dor pulsátil de moderada a forte intensidade, sendo o subtipo migrânea com aura o mais comum.
  3. C) A cefaleia em salvas é mais comum em homens, dor forte e por vezes incapacitante, unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 a 180 minutos, se não tratada. Acompanha de pelo menos um fenômeno trigêmico-autonômico, por exemplo hiperemia conjuntival ipsilateral.
  4. D) A cefaleia hipnica aparece somente durante o sono e acorda o paciente, predomina em jovens até os 20 anos e ocorre em menos de 15 dias por mês.
  5. E) Nas cefaleias primárias como tipo tensional e enxaqueca, raramente as comorbidades psiquiátricas e transtornos do sono estão presentes.

Pérola Clínica

Cefaleia em salvas: Mais comum em homens, dor unilateral forte (orbitária/temporal), 15-180 min, com sintomas autonômicos ipsilaterais.

Resumo-Chave

A cefaleia em salvas é uma cefaleia primária caracterizada por dor unilateral intensa, geralmente periorbitária ou temporal, com duração de 15 a 180 minutos, e acompanhada por pelo menos um sintoma autonômico trigeminal ipsilateral, sendo mais prevalente em homens.

Contexto Educacional

As cefaleias primárias são condições neurológicas comuns e incapacitantes, sendo a cefaleia do tipo tensional e a migrânea (enxaqueca) as mais prevalentes. No entanto, a cefaleia em salvas, embora menos comum, é uma das dores mais intensas que um ser humano pode experimentar, sendo crucial para o residente reconhecer suas características distintivas para um diagnóstico e tratamento adequados. A cefaleia em salvas é mais comum em homens e se caracteriza por ataques de dor unilateral, forte a muito forte, geralmente localizada na região orbitária, supraorbitária e/ou temporal. Esses ataques têm uma duração relativamente curta, de 15 a 180 minutos se não tratados, e ocorrem em 'salvas', ou seja, períodos de alta frequência seguidos por remissão. Um aspecto diagnóstico fundamental é a presença de pelo menos um fenômeno trigêmico-autonômico ipsilateral à dor, como hiperemia conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese facial, miose ou ptose. É importante notar que a cefaleia do tipo tensional pode cronificar, a migrânea com aura é o subtipo menos comum (a sem aura é mais prevalente), a cefaleia hípnica predomina em idosos e comorbidades psiquiátricas e transtornos do sono são frequentemente associados às cefaleias primárias. O reconhecimento preciso da cefaleia em salvas permite instituir tratamentos específicos para a fase aguda (oxigênio, triptanos injetáveis) e profilaxia, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas é caracterizada por dor unilateral, forte a muito forte, geralmente localizada na região orbitária, supraorbitária e/ou temporal. Os ataques duram de 15 a 180 minutos (se não tratados) e ocorrem em salvas, com períodos de remissão. É acompanhada por sintomas autonômicos trigeminais ipsilaterais.

Quais são os sintomas autonômicos trigeminais associados à cefaleia em salvas?

Os sintomas autonômicos trigeminais ipsilaterais incluem hiperemia conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese facial e frontal, miose, ptose e edema palpebral. Pelo menos um desses sintomas deve estar presente para o diagnóstico.

Como a cefaleia em salvas se diferencia da migrânea?

A cefaleia em salvas se diferencia da migrânea pela duração mais curta e frequência dos ataques, pela dor excruciante e pela presença obrigatória de sintomas autonômicos trigeminais ipsilaterais. A migrânea é mais comum em mulheres, tem dor pulsátil e pode ter aura, mas os sintomas autonômicos são menos proeminentes e geralmente não são ipsilaterais de forma tão consistente.

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