HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Qual das alternativas abaixo se mostra MAIS adequada ao quadro clínico de cefaleia em salvas?
Cefaleia em salvas: dor unilateral intensa + sintomas autonômicos ipsilaterais (rinorreia, lacrimejamento, ptose, miose/midríase) + resposta à O2.
A cefaleia em salvas é caracterizada por dor unilateral intensa, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais, como rinorreia, lacrimejamento, ptose, miose ou midríase. A oxigenoterapia de alto fluxo é um tratamento agudo eficaz para abortar as crises.
A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, caracterizada por crises de dor unilateral excruciante, geralmente periorbital, que ocorrem em períodos de salvas. Afeta predominantemente homens jovens e de meia-idade, com uma prevalência de cerca de 0,1%. É crucial reconhecer seus sintomas para um manejo adequado e rápido. A fisiopatologia envolve a ativação do hipotálamo e do sistema trigeminal autonômico, resultando na dor e nos sintomas autonômicos ipsilaterais. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos achados do exame físico, que incluem lacrimejamento, rinorreia, congestão nasal, ptose, miose ou midríase. A dor é tão intensa que os pacientes frequentemente ficam agitados durante as crises. O tratamento agudo de escolha é a oxigenoterapia de alto fluxo (10-15 L/min por 15-20 minutos) e triptanos subcutâneos. A profilaxia é essencial para reduzir a frequência e intensidade das crises, sendo o verapamil a primeira linha. O reconhecimento precoce e a instituição do tratamento correto são fundamentais para aliviar o sofrimento do paciente e melhorar sua qualidade de vida.
A cefaleia em salvas manifesta-se com dor unilateral intensa, geralmente periorbital, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, rinorreia, congestão nasal, ptose, miose ou midríase.
A oxigenoterapia de alto fluxo (10-15 L/min por máscara não reinalante) é eficaz porque atua na fisiopatologia da crise, provavelmente modulando a atividade do hipotálamo e do sistema trigeminal.
A cefaleia em salvas se distingue pela curta duração das crises (15-180 min), alta frequência, dor excruciante e sintomas autonômicos proeminentes, enquanto a enxaqueca tem crises mais longas, geralmente com aura e fotofobia/fonofobia.
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