FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Com relação às características dos diferentes tipos de cefaleias, é CORRETO afirmar:
Cefaleia em salvas = dor unilateral, orbitária/temporal, intensa, curta (30min-2h), com sintomas autonômicos ipsilaterais.
A cefaleia em salvas é uma dor de cabeça primária caracterizada por crises de dor unilateral, geralmente periorbitária ou temporal, de intensidade excruciante, com duração de 30 minutos a 2 horas. É acompanhada por sintomas autonômicos ipsilaterais, como lacrimejamento, rinorreia, congestão nasal, ptose e miose, e pode ocorrer várias vezes ao dia.
As cefaleias primárias representam um grupo de condições neurológicas que causam dor de cabeça sem uma causa secundária identificável. Dentre elas, a cefaleia em salvas é notável por sua intensidade e padrão de ocorrência. É crucial para residentes e estudantes de medicina dominar as características distintivas das diferentes cefaleias para um diagnóstico preciso e manejo adequado, pois o tratamento varia significativamente entre elas. A cefaleia em salvas é mais comum em homens e geralmente se inicia na idade adulta jovem. A cefaleia em salvas é caracterizada por crises de dor unilateral, geralmente na região orbitária, supraorbitária e/ou temporal, de intensidade excruciante, que dura de 15 a 180 minutos se não tratada. As crises podem ocorrer de uma a oito vezes ao dia e são frequentemente acompanhadas por sintomas autonômicos cranianos ipsilaterais, como lacrimejamento, congestão conjuntival, rinorreia, congestão nasal, edema palpebral, ptose e miose. Além disso, o paciente pode apresentar agitação ou inquietação durante a crise. A fisiopatologia envolve a ativação do hipotálamo e do sistema trigeminal-autonômico. O diagnóstico da cefaleia em salvas é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3). O tratamento agudo envolve oxigênio a 100% por máscara e triptanos subcutâneos ou intranasais. Para a profilaxia, verapamil e topiramato são opções comuns. É fundamental diferenciar a cefaleia em salvas de outras cefaleias primárias, como a migrânea e a cefaleia tensional, que possuem características clínicas e abordagens terapêuticas distintas. O reconhecimento rápido da cefaleia em salvas é importante devido à sua intensidade e ao impacto significativo na qualidade de vida do paciente.
A dor na cefaleia em salvas é descrita como excruciante, em pontada ou perfurante, localizada unilateralmente na região orbitária, supraorbitária e/ou temporal. Sua intensidade é máxima desde o início, e a duração típica varia de 15 a 180 minutos, ocorrendo de 1 a 8 vezes ao dia.
A cefaleia em salvas é acompanhada por sintomas autonômicos ipsilaterais à dor, como lacrimejamento, congestão conjuntival, rinorreia, congestão nasal, sudorese facial ou frontal, miose, ptose e edema palpebral. Inquietação ou agitação também são comuns durante as crises.
A cefaleia em salvas difere da migrânea pela sua curta duração e alta frequência das crises, localização estritamente unilateral, dor excruciante e presença de sintomas autonômicos ipsilaterais. A migrânea, por outro lado, é mais longa, pode ser bilateral, e frequentemente associada a náuseas, fotofobia e fonofobia, podendo ter aura.
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