Cefaleia em Salvas: Sinais, Sintomas e Diagnóstico

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente de 34 anos, apresentando cefaleia recorrente, foi diagnosticado com cefaleias em salvas ou ""cluster headache"". Quais são os sinais e sintomas mais prováveis para esse diagnóstico?

Alternativas

  1. A) cefaleia geralmente de moderada ou forte intensidade, pulsátil, unilateral com náuseas e/ou fotofobia, persistindo por 4 a 72 horas
  2. B) cefaleia geralmente de leve ou moderada intensidade, sensação difusa e dolorosa ou em compressão em torno da cabeça, dor no couro cabeludo, persistindo por 30 minutos a 7 dias
  3. C) cefaleia geralmente intensa, excruciante com congestão ocular, obstrução nasal, sudorese da fronte e face ipsilateral, durante 15 a 180 minutos
  4. D) ataques recorrentes de dor lancinante e súbita descrita como um choque doloroso intenso e incapacitante. A dor pode ser desencadeada por falar, escovar os dentes, mastigar ou tocar levemente no rosto

Pérola Clínica

Cefaleia em salvas → dor excruciante unilateral + sintomas autonômicos ipsilaterais (congestão, lacrimejamento, sudorese) por 15-180 min.

Resumo-Chave

A cefaleia em salvas é caracterizada por crises de dor intensa e unilateral, acompanhada de sinais autonômicos cranianos ipsilaterais, como lacrimejamento, congestão nasal e ptose. A duração típica das crises é de 15 a 180 minutos, diferenciando-a de outras cefaleias primárias pela sua intensidade e padrão temporal.

Contexto Educacional

A cefaleia em salvas, ou cluster headache, é uma cefaleia primária rara, mas de alta morbidade, caracterizada por crises de dor excruciante. É mais comum em homens, geralmente entre 20 e 50 anos, e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, sendo considerada uma das dores mais intensas conhecidas. Sua fisiopatologia envolve disfunção do hipotálamo e ativação do sistema trigeminal-autonômico. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3), que enfatizam a dor unilateral intensa e os sintomas autonômicos ipsilaterais. É crucial suspeitar do diagnóstico em pacientes com dor de cabeça severa e recorrente, acompanhada de manifestações autonômicas. O tratamento agudo inclui oxigenoterapia a 100% por máscara e sumatriptano subcutâneo. Para a profilaxia, o verapamil é a primeira escolha, e o lítio pode ser utilizado em casos refratários. O manejo adequado é essencial para prevenir a cronificação e melhorar a qualidade de vida, sendo um ponto importante para residentes em neurologia e clínica médica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da cefaleia em salvas?

Os principais sintomas incluem dor unilateral intensa e excruciante, geralmente periorbital ou temporal, acompanhada de pelo menos um sintoma autonômico ipsilateral, como lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, ptose, miose, edema palpebral ou sudorese facial.

Qual a duração típica de uma crise de cefaleia em salvas?

Uma crise de cefaleia em salvas geralmente dura entre 15 e 180 minutos. As crises podem ocorrer várias vezes ao dia, em períodos de semanas a meses, seguidos por remissão.

Como diferenciar cefaleia em salvas de enxaqueca?

A cefaleia em salvas se diferencia da enxaqueca pela intensidade excruciante da dor, curta duração das crises, frequência diária e a presença obrigatória de sintomas autonômicos ipsilaterais. A enxaqueca é tipicamente pulsátil, mais longa e associada a náuseas, fotofobia e fonofobia.

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