SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Uma paciente de 38 anos procurou o ambulatório com queixa de surtos recorrentes de cefaleia. Refere que as crises duram de 15 a 60 minutos, iniciam-se com dor de forte intensidade em volta de um dos olhos e se acompanham de lacrimejamento, rinorreia e obstrução nasal ipsilateral. As crises têm periodicidade variável, podendo correr várias vezes, em um mesmo dia e depois passar alguns meses sem sintomas. Mostrou no celular uma foto de seu rosto durante a crise mais recente na qual se percebe ptose e miose no olho afetado.Qual o diagnóstico mais provável para o caso?
Cefaleia em salvas → dor periorbital unilateral intensa + sintomas autonômicos ipsilaterais (lacrimejamento, rinorreia, ptose, miose).
A cefaleia em salvas é uma cefaleia trigeminal autonômica primária, caracterizada por dor unilateral intensa, geralmente periorbital, acompanhada de sintomas autonômicos cranianos ipsilaterais. As crises são curtas (15-180 min) mas frequentes, ocorrendo em "salvas" ou períodos.
A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, classificada como uma cefaleia trigeminal autonômica. Embora rara, sua intensidade e o impacto na qualidade de vida dos pacientes a tornam um tópico relevante para a prática clínica e provas de residência. A prevalência é maior em homens, geralmente entre 20 e 50 anos. O diagnóstico é clínico, baseado na história de crises de dor unilateral, periorbital ou temporal, de forte intensidade, com duração de 15 a 180 minutos, acompanhadas de pelo menos um sintoma autonômico ipsilateral (lacrimejamento, rinorreia, obstrução nasal, ptose, miose, edema palpebral, sudorese facial). As crises ocorrem em "salvas" de semanas a meses, intercaladas com períodos de remissão. O tratamento agudo visa abortar a crise, sendo o oxigênio a 100% por máscara facial e os triptanos subcutâneos (sumatriptano) as opções mais eficazes. A profilaxia é fundamental para reduzir a frequência e intensidade das crises, com verapamil sendo a droga de primeira linha. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para aliviar o sofrimento do paciente.
A cefaleia em salvas se manifesta com dor unilateral intensa, geralmente periorbital, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, rinorreia, obstrução nasal, ptose e miose.
A cefaleia em salvas tem crises mais curtas (15-180 min), dor excruciante e sintomas autonômicos proeminentes, enquanto a migrânea dura horas a dias, com fotofobia/fonofobia e, por vezes, aura.
O tratamento agudo inclui oxigênio a 100% por máscara e triptanos subcutâneos ou intranasais. A profilaxia é crucial para reduzir a frequência das crises.
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