PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020
Homem, 32 anos de idade, procura atendimento na UPA por quadro de cefaleia intensa em pontada, unilateral, em região periorbitária a esquerda, há 30 minutos, associada à fotofobia e náuseas. Nega comorbidades. Ao exame, paciente bastante ansioso, com fácies de dor. Nota-se lacrimejamento e hiperemia conjuntival em olho esquerdo. Cite o fármaco mais adequado para profilaxia de novos quadros semelhantes.
Cefaleia em salvas → profilaxia com Verapamil.
A cefaleia em salvas é uma cefaleia trigeminal autonômica caracterizada por dor unilateral intensa periorbitária, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais. Para a profilaxia, o Verapamil é o fármaco de primeira linha, eficaz na redução da frequência e intensidade dos ataques.
A cefaleia em salvas é uma das cefaleias primárias mais dolorosas, classificada como uma cefaleia trigeminal autonômica. Caracteriza-se por ataques de dor unilateral intensa, geralmente periorbitária, que duram de 15 a 180 minutos, e ocorrem em salvas, com períodos de remissão. Os ataques são acompanhados por sintomas autonômicos ipsilaterais, como lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal, rinorreia, sudorese facial, ptose e miose. A prevalência é maior em homens e o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios da ICHD-3. O manejo da cefaleia em salvas envolve o tratamento agudo das crises e a profilaxia para reduzir a frequência e intensidade dos ataques. Para a profilaxia, o Verapamil, um bloqueador dos canais de cálcio, é o fármaco de primeira linha, demonstrando alta eficácia e sendo bem tolerado. Outras opções incluem lítio e topiramato, mas o Verapamil é preferencial devido ao seu perfil de segurança e eficácia comprovada. O tratamento agudo consiste em oxigênio a 100% por máscara e triptanos. Para residentes, é crucial diferenciar a cefaleia em salvas de outras cefaleias, como a enxaqueca, devido às abordagens terapêuticas distintas. O reconhecimento dos sintomas autonômicos e a unilateralidade da dor são chaves para o diagnóstico correto. O conhecimento da profilaxia com Verapamil é fundamental para o manejo a longo prazo e melhora da qualidade de vida dos pacientes, sendo um ponto importante para provas de residência.
A cefaleia em salvas é caracterizada por dor unilateral intensa, em pontada, na região periorbitária, associada a sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, hiperemia conjuntival, rinorreia, congestão nasal, ptose e miose. A agitação psicomotora é comum.
O Verapamil, um bloqueador dos canais de cálcio, é eficaz na profilaxia da cefaleia em salvas devido ao seu mecanismo de ação que modula a atividade neuronal e vascular, embora o mecanismo exato ainda não seja totalmente compreendido. Ele estabiliza os neurônios hipotalâmicos.
O tratamento agudo para um ataque de cefaleia em salvas inclui oxigênio a 100% por máscara (12-15 L/min por 15-20 minutos) e triptanos (sumatriptano subcutâneo ou nasal), que são eficazes para abortar a crise rapidamente.
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