UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Homem, 55 anos de idade, ASA I, está no 2º PO de hernioplastia inguinal bilateral, realizada sob raquianestesia em punção lombar, com bupivacaína e morfina. Apresenta náuseas, prurido no abdômen e membros inferiores, intensa cefaleia occipital e temporal, irradiando para a região cervical, com piora na posição sentada ou ortostática. Sinais vitais: PA 130 x 90 mmHg e FC = 100 bpm. Qual é a conduta inicial mais adequada?
CPPD pós-raqui → cefaleia ortostática + náuseas/prurido. Conduta inicial = hidratação + analgésicos.
A cefaleia pós-punção dural (CPPD) é uma complicação comum da raquianestesia, caracterizada por cefaleia que piora na posição ortostática e melhora no decúbito. Náuseas e prurido são efeitos colaterais comuns da morfina intratecal. O tratamento inicial foca em medidas conservadoras como hidratação e analgesia.
A cefaleia pós-punção dural (CPPD) é uma complicação bem conhecida da anestesia neuroaxial, com incidência variável dependendo do tipo e calibre da agulha utilizada. É crucial para o residente reconhecer seus sintomas típicos, como a cefaleia ortostática, que se agrava na posição sentada ou em pé e melhora com o decúbito, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e tontura. A presença de prurido e náuseas no pós-operatório imediato também pode ser atribuída à morfina intratecal. A fisiopatologia da CPPD envolve a perda de líquor através do orifício na dura-máter, levando à diminuição da pressão intratecal e tração das estruturas cerebrais sensíveis à dor. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas. É fundamental diferenciar a CPPD de outras causas de cefaleia pós-operatória, como enxaqueca, cefaleia tensional ou hipertensão intracraniana. O tratamento inicial da CPPD é conservador e inclui repouso no leito, hidratação adequada (oral ou intravenosa) e analgesia com medicamentos como dipirona, paracetamol ou AINEs. A cafeína também pode ser útil devido ao seu efeito vasoconstritor cerebral. O tampão sanguíneo peridural é uma opção mais invasiva e eficaz, reservada para casos de CPPD grave e refratária ao tratamento conservador, geralmente após 24 a 48 horas de falha.
A CPPD é caracterizada por cefaleia frontal-occipital que piora na posição sentada ou em pé e melhora no decúbito, podendo ser acompanhada de náuseas, vômitos, tontura e alterações visuais.
A conduta inicial é conservadora, incluindo repouso no leito, hidratação oral ou venosa, analgésicos (como dipirona, AINEs) e cafeína.
O tampão sanguíneo peridural é reservado para casos de CPPD grave e refratária às medidas conservadoras, geralmente após 24-48 horas de falha do tratamento inicial.
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