AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Paciente refere dor de cabeça persistente, diária, início recente, de localização occipitofrontal, com característica às vezes latejante, melhora ao deitar e piora quando se senta ou fica na posição ortostática. Qual é a primeira hipótese diagnóstica?
Cefaleia que piora em ortostase e melhora ao deitar → Cefaleia por baixo volume de LCR.
A cefaleia por baixo volume de líquido cerebrospinal (LCR) é caracterizada por ser postural, ou seja, piora na posição ereta e melhora ao deitar. Isso ocorre devido à perda de LCR, que leva à tração das estruturas cerebrais sensíveis à dor quando o paciente assume a posição ortostática.
A cefaleia é uma das queixas mais comuns na prática médica, e a diferenciação entre cefaleias primárias e secundárias é crucial. A cefaleia por baixo volume de líquido cerebrospinal (LCR) é uma causa secundária importante, muitas vezes subdiagnosticada, que se manifesta tipicamente com um padrão postural. A fisiopatologia envolve a perda de LCR, seja por uma punção lombar prévia, trauma ou, mais comumente, por um vazamento espontâneo de LCR ao longo da coluna vertebral. A redução do volume de LCR leva à diminuição do suporte hidrostático para o cérebro, resultando em tração das estruturas intracranianas sensíveis à dor (vasos, nervos, meninges) quando o paciente assume a posição ortostática. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de cefaleia que piora significativamente na posição ereta e melhora ao deitar. Exames de imagem, como a ressonância magnética do encéfalo, podem revelar achados sugestivos de hipotensão intracraniana, como espessamento paquimeníngeo difuso, ingurgitamento de seios venosos durais e descenso das tonsilas cerebelares. O tratamento inicial inclui repouso, hidratação e cafeína. Em casos refratários, o blood patch epidural é uma opção terapêutica eficaz, visando selar o local do vazamento de LCR.
O sintoma cardinal é a cefaleia postural, que piora na posição ereta e melhora ao deitar. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, tontura, alterações auditivas (zumbido, hipoacusia) e visuais (diplopia).
O diagnóstico é clínico, baseado na característica postural da dor. Exames de imagem como ressonância magnética do encéfalo e da coluna podem mostrar sinais de hipotensão liquórica, como paquimeninge difusa, ingurgitamento venoso e descenso das tonsilas cerebelares.
A causa mais comum é a punção lombar prévia, mas a síndrome de hipotensão intracraniana espontânea, causada por vazamento de LCR em algum ponto da coluna vertebral, também é uma etiologia importante.
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