CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
As cefaleias causadas por ametropias possuem as seguintes características:
Cefaleia por ametropia → bilateral, peso ocular, vespertina e associada a esforço visual prolongado.
A cefaleia de origem refracional (astenopia) decorre do esforço acomodativo contínuo, manifestando-se tipicamente após atividades visuais intensas ao longo do dia.
As cefaleias secundárias a distúrbios oculares são queixas frequentes em prontos-socorros e consultórios de clínica médica. A astenopia é o termo técnico para o desconforto ocular resultante de erros de refração não corrigidos ou desequilíbrios musculares. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na cronologia da dor e na relação direta com o trabalho visual, sendo confirmado pela melhora após a correção óptica adequada. Fisiopatologicamente, o mecanismo envolve a contração sustentada do músculo ciliar (acomodação) e dos músculos retos mediais (convergência). Diferente das cefaleias primárias, como a migrânea, a dor refracional raramente é incapacitante, mas prejudica significativamente a produtividade e o bem-estar do paciente ao longo da jornada diária.
A dor é resultado da fadiga dos músculos ciliares e extraoculares devido ao esforço acomodativo e de convergência realizado durante as horas de vigília. Conforme o dia progride e o uso da visão para perto ou longe se acumula, a musculatura entra em exaustão, desencadeando a sensação de peso e dor bilateral, geralmente de intensidade leve a moderada.
A hipermetropia e o astigmatismo são os principais vilões. Na hipermetropia, o olho precisa acomodar constantemente para focalizar imagens, mesmo para longe, e ainda mais para perto. No astigmatismo, a tentativa de compensar a irregularidade corneana também gera fadiga. A miopia raramente causa cefaleia, pois o míope apenas desiste de focar o que está longe sem realizar esforço muscular compensatório.
A cefaleia por ametropia é tipicamente bilateral, não pulsátil, sem náuseas ou vômitos, e estritamente relacionada ao esforço visual. Já a enxaqueca costuma ser unilateral, pulsátil, de forte intensidade, acompanhada de fotofobia, fonofobia e sintomas autonômicos, ocorrendo em crises independentes do uso da visão.
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