HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Uma menina de 7 anos é avaliada no pronto atendimento com queixa de cefaleia que, segundo a mãe, teve início há três meses, com intensidade progressiva. A dor atinge toda a cabeça e piora ao acordar. Ao exame clínico, notou-se alteração do equilíbrio e da coordenação motora. Nesse caso, é CORRETO afirmar que o exame indicado como complementar ao diagnóstico, é:
Cefaleia progressiva + piora matinal + sinais neurológicos focais em criança → RM crânio (suspeita lesão expansiva).
Cefaleia em crianças com características de alarme, como progressão da intensidade, piora matinal (sugere hipertensão intracraniana), e a presença de sinais neurológicos focais (alteração de equilíbrio e coordenação motora), exige investigação imediata para descartar lesões expansivas intracranianas, como tumores cerebrais. A ressonância magnética de crânio é o exame de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade para detectar essas lesões.
A cefaleia é uma queixa comum na infância, mas a presença de sinais de alarme exige uma investigação cuidadosa e imediata. Em crianças, a cefaleia progressiva, que piora ao acordar (sugerindo aumento da pressão intracraniana) e é acompanhada de alterações neurológicas focais, como desequilíbrio e incoordenação motora, é altamente sugestiva de uma lesão expansiva intracraniana, como um tumor cerebral. A identificação precoce é vital para um prognóstico favorável. Nesse cenário clínico, a radiografia de crânio é inútil, o eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral (útil para epilepsia, não para lesões estruturais), e a eletroneuromiografia avalia nervos e músculos periféricos. O exame de imagem de escolha para avaliar o encéfalo e descartar lesões estruturais é a ressonância magnética (RM) de crânio. A RM de crânio oferece uma resolução superior para tecidos moles em comparação com a tomografia computadorizada, sendo mais sensível para detectar tumores, malformações, inflamações e outras patologias intracranianas, especialmente na fossa posterior, onde muitos tumores pediátricos se localizam. A realização rápida deste exame é crucial para o diagnóstico e planejamento terapêutico adequado, garantindo a melhor chance de recuperação para a criança.
Sinais de alarme incluem cefaleia progressiva, piora matinal ou ao acordar, dor que acorda a criança, presença de vômitos, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, e sinais neurológicos focais como alteração de equilíbrio ou coordenação.
A ressonância magnética oferece alta resolução para tecidos moles e é superior à tomografia computadorizada na detecção de pequenas lesões, tumores de fossa posterior e anomalias congênitas, sendo crucial para o diagnóstico de lesões expansivas intracranianas.
Além de tumores cerebrais, outras condições graves incluem hidrocefalia, malformações arteriovenosas, abscessos cerebrais, pseudotumor cerebral e, em casos mais raros, acidentes vasculares cerebrais ou trombose de seios venosos.
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