IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre cefaleia em Pediatria, julgue os itens que se seguem.I. As enxaquecas (ou migrâneas) são condições recorrentes, relatadas por mais de 10% de crianças/adolescentes até os 15 anos de idade.II. Dentre as causas de cefaleia secundária em crianças, as mais comuns são as pós-traumáticas e decorrentes de sinusite. III. As cefaleias do tipo tensional são queixas comuns entre os adolescentes e costumam afetar negativamente as atividades diárias mais intensamente que os demais tipos de cefaleia. Pode-se afirmar que:
Enxaquecas são comuns em crianças (>10% até 15 anos); cefaleias secundárias mais comuns são pós-traumáticas e sinusite.
As enxaquecas são condições recorrentes e prevalentes em crianças e adolescentes. As cefaleias secundárias mais frequentes nessa faixa etária incluem as pós-traumáticas e as associadas à sinusite. As cefaleias tensionais são comuns, mas geralmente não afetam as atividades diárias tão intensamente quanto as enxaquecas.
A cefaleia em pediatria é uma queixa comum e um desafio diagnóstico, exigindo do médico um conhecimento aprofundado sobre os diferentes tipos e suas características. É fundamental diferenciar cefaleias primárias (como enxaqueca e tensional) de secundárias, que podem indicar condições subjacentes mais graves. A prevalência e o impacto na qualidade de vida das crianças e adolescentes são significativos, tornando o diagnóstico e manejo adequados essenciais. As enxaquecas (ou migrâneas) são, de fato, condições recorrentes e bastante prevalentes, afetando mais de 10% de crianças e adolescentes até os 15 anos. Elas se caracterizam por dor pulsátil, geralmente unilateral, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e/ou fonofobia, e podem impactar severamente as atividades diárias. Já as cefaleias do tipo tensional são também comuns, mas costumam ser menos intensas, bilaterais, com caráter de pressão ou aperto, e geralmente não incapacitantes. Em relação às cefaleias secundárias, as causas mais comuns em crianças incluem as pós-traumáticas e as decorrentes de sinusite, que devem ser investigadas em casos atípicos ou com sinais de alerta. É crucial que residentes e estudantes de medicina saibam identificar os sinais de alarme (red flags) que sugerem uma causa secundária, como início súbito, piora progressiva, alteração neurológica, ou cefaleia que acorda a criança do sono, para garantir um diagnóstico e tratamento precisos.
As enxaquecas são condições recorrentes e relatadas por mais de 10% de crianças e adolescentes até os 15 anos de idade, sendo uma das causas mais comuns de cefaleia primária nessa faixa etária.
Dentre as causas de cefaleia secundária em crianças, as mais comuns são as pós-traumáticas (após traumatismo cranioencefálico) e as decorrentes de sinusite, que devem ser investigadas em casos específicos.
A cefaleia tensional em adolescentes é comum, mas geralmente é menos intensa, não pulsátil e não acompanhada de náuseas ou fotofobia/fonofobia, afetando as atividades diárias de forma menos severa que a enxaqueca.
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