HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020
O diagnóstico das cefaleias em pediatria é, na maioria das vezes, apenas clínico. Uma boa anamnese e um exame físico detalhado, incluindo o exame neurológico e de fundo de olho, são base fundamental para o diagnóstico desse problema em crianças. A American Academy of Neurology (AAN) e outras entidades, em conjunto, elaboraram uma revisão e criaram critérios baseados em evidências para a real necessidade de se realizar o exame de neuroimagem em pacientes com cefaleia. São eles, exceto
Cefaleia pediátrica: neuroimagem indicada para 'red flags' como déficits neurológicos, cefaleia noturna ou pós-trauma grave.
O diagnóstico da cefaleia em pediatria é predominantemente clínico. No entanto, a presença de 'red flags' ou sinais de alerta, como alteração da coordenação motora, cefaleia que desperta a criança do sono, ou cefaleia após traumatismo craniano significativo, justifica a realização de neuroimagem para excluir causas secundárias graves.
A cefaleia é uma queixa comum na pediatria, e o diagnóstico é, na maioria das vezes, clínico. Uma anamnese detalhada, incluindo características da dor, fatores desencadeantes e associados, e um exame físico completo, com foco no exame neurológico e de fundo de olho, são a base para a avaliação. A maioria das cefaleias em crianças são primárias (enxaqueca, cefaleia tensional), mas é crucial identificar as raras causas secundárias, que podem ser graves. A American Academy of Neurology (AAN) e outras entidades desenvolveram critérios baseados em evidências para a indicação de neuroimagem em crianças com cefaleia. Esses critérios focam em 'red flags' ou sinais de alerta que sugerem uma patologia intracraniana subjacente. Exemplos incluem cefaleia de início súbito, alteração do estado mental, déficits neurológicos focais, papiledema, cefaleia que desperta a criança do sono, cefaleia progressiva, cefaleia em crianças muito jovens e cefaleia após traumatismo craniano significativo. A idade superior a 8 anos, por si só, não é um critério de alerta. Quando um 'red flag' está presente, a neuroimagem (geralmente ressonância magnética) é indicada para excluir tumores, malformações vasculares, hidrocefalia ou outras condições graves. O manejo da cefaleia primária envolve tratamento agudo da dor e medidas preventivas, se necessário. Para cefaleias secundárias, o tratamento é direcionado à causa subjacente. A educação dos pais e a tranquilização são importantes, mas a vigilância para sinais de alerta é fundamental para garantir a segurança da criança.
Os principais 'red flags' incluem cefaleia de início súbito e intensa ('thunderclap'), alteração do estado mental, déficits neurológicos focais (como alteração da coordenação motora, fraqueza), papiledema, cefaleia que desperta a criança do sono, cefaleia progressiva, cefaleia em crianças muito jovens (<3 anos) e cefaleia após traumatismo craniano significativo.
A idade superior a 8 anos, por si só, não é um critério para neuroimagem. Cefaleias primárias, como enxaqueca e cefaleia tensional, são comuns nessa faixa etária. Os critérios para neuroimagem focam em características clínicas que sugerem uma causa secundária, independentemente da idade, embora a cefaleia em crianças muito pequenas (<3 anos) seja sempre mais preocupante.
O exame neurológico detalhado pode revelar déficits focais ou sinais de hipertensão intracraniana. O exame de fundo de olho é crucial para identificar papiledema, um sinal de pressão intracraniana elevada, que é uma indicação absoluta para neuroimagem e investigação urgente.
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