HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2020
Assinale a alternativa incorreta em relação às cefaleias na infância e adolescência.
Cefaleia aguda em crianças → tratar com analgésicos comuns, não antiepilépticos.
O tratamento medicamentoso da fase aguda das cefaleias em crianças e adolescentes é preferencialmente realizado com analgésicos comuns, como paracetamol e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Fármacos antiepilépticos são geralmente reservados para a profilaxia de cefaleias crônicas ou refratárias, especialmente enxaquecas, e não para o alívio imediato da dor.
A cefaleia é um sintoma extremamente comum na infância e adolescência, frequentemente benigna, mas que pode gerar grande preocupação para pais e médicos. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo a enxaqueca e a cefaleia tipo tensão as mais diagnosticadas. É fundamental diferenciar as cefaleias primárias das secundárias, que podem indicar condições mais graves, embora estas sejam menos frequentes. A avaliação clínica detalhada é a base do diagnóstico. O tratamento da cefaleia em pediatria é dividido em fase aguda e profilática. Na fase aguda, o objetivo é aliviar a dor rapidamente, utilizando preferencialmente analgésicos comuns como paracetamol e ibuprofeno. Para enxaquecas, triptanos podem ser considerados em adolescentes. A educação sobre gatilhos e medidas não farmacológicas também é crucial. É importante ressaltar que fármacos antiepilépticos, embora úteis na profilaxia de certas cefaleias crônicas, não são a escolha para o tratamento da dor aguda. A profilaxia é indicada para crianças com cefaleias frequentes, intensas ou incapacitantes, que impactam significativamente a qualidade de vida. Além dos antiepilépticos (como topiramato, valproato), outras opções incluem betabloqueadores e antidepressivos tricíclicos, dependendo do tipo de cefaleia. O manejo deve ser individualizado, considerando a idade, comorbidades e perfil de efeitos adversos dos medicamentos. A abordagem multidisciplinar, incluindo mudanças no estilo de vida, é frequentemente benéfica.
Para o tratamento agudo da cefaleia em crianças, os analgésicos de primeira linha incluem paracetamol e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno. É importante usar a dose correta para a idade e peso da criança.
Fármacos antiepilépticos são indicados principalmente para a profilaxia de cefaleias crônicas ou enxaquecas frequentes e incapacitantes, quando outras medidas não farmacológicas e farmacológicas de primeira linha falharam. Eles não são para o tratamento da crise aguda.
Sinais de alerta incluem cefaleia de início súbito e intensa, piora progressiva, associada a febre, vômitos em jato, alteração do nível de consciência, déficits neurológicos focais, papiledema ou cefaleia que acorda a criança do sono.
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