UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
É critério para realização de exame de imagem em cefaleia na infância, EXCETO:
Cefaleia infantil: Sinais de alarme → mudança padrão, Valsalva, noturna. Migrânea sem aura NÃO exige imagem.
Cefaleias primárias, como a migrânea sem aura, geralmente não requerem exames de imagem na ausência de sinais de alarme. Sinais como mudança de padrão, cefaleia precipitada por Valsalva ou que desperta do sono indicam necessidade de investigação.
A cefaleia é uma queixa comum na infância e adolescência, e a maioria dos casos é de cefaleia primária, como migrânea ou cefaleia tensional, que são benignas. No entanto, é crucial identificar os casos de cefaleia secundária, que podem indicar condições graves subjacentes. A decisão de realizar um exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética) em crianças com cefaleia deve ser guiada pela presença de 'sinais de alarme'. Estes incluem mudança no padrão da cefaleia prévia, cefaleia precipitada por manobras de Valsalva ou mudança de postura, cefaleia que desperta a criança do sono, cefaleia de início súbito e grave, e a presença de sinais neurológicos focais. Cefaleias primárias, como a migrânea sem aura, geralmente não requerem neuroimagem se não houver sinais de alarme. A solicitação indiscriminada de exames de imagem pode levar a achados incidentais, ansiedade desnecessária e exposição à radiação, sem benefício clínico. A anamnese detalhada e o exame físico são as ferramentas mais importantes na avaliação inicial.
Sinais de alarme incluem mudança de padrão da cefaleia, cefaleia precipitada por manobras de Valsalva ou mudança de postura, cefaleia que desperta a criança do sono, cefaleia de início súbito e grave, e presença de sinais neurológicos focais.
A migrânea sem aura é uma cefaleia primária, com critérios diagnósticos bem definidos e sem associação com lesões estruturais cerebrais. Na ausência de sinais de alarme, a neuroimagem não é indicada e não altera a conduta.
As causas de cefaleia secundária em crianças podem incluir infecções (meningite, encefalite), tumores cerebrais, hidrocefalia, hemorragias, hipertensão intracraniana idiopática e traumatismos cranianos.
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