HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 35 anos, apresenta queixas de dor de cabeça diária há cerca de 6 meses. Ela descreve a dor como difusa, de intensidade leve a moderada e raramente passa mais de dois dias consecutivos sem dor. Relata que os episódios começaram após anos sofrendo de enxaqueca episódica desde a adolescência. Não há sinais neurológicos focais, nem alterações nos exames de imagem cerebral. Com base nesse quadro clínico, o diagnóstico mais provável é:
Cefaleia >15 dias/mês por >3 meses, com história de enxaqueca episódica → Cefaleia Crônica Diária.
A cefaleia crônica diária é caracterizada por dores de cabeça que ocorrem em 15 ou mais dias por mês, por mais de 3 meses. Frequentemente, é uma complicação da enxaqueca episódica ou cefaleia tensional, podendo ser exacerbada pelo uso excessivo de medicação.
A cefaleia crônica diária (CCD) é um termo abrangente que descreve qualquer cefaleia que ocorre em 15 ou mais dias por mês, por pelo menos 3 meses. É uma condição comum e debilitante, afetando uma parcela significativa da população, e representa um desafio diagnóstico e terapêutico para o residente. A história natural de muitas cefaleias primárias, como a enxaqueca e a cefaleia do tipo tensional, pode evoluir para um padrão crônico. O diagnóstico da CCD requer uma avaliação cuidadosa da história do paciente, incluindo a frequência, duração, intensidade e características da dor, bem como o uso de medicações abortivas. É fundamental excluir causas secundárias de cefaleia através de exame neurológico e, se indicado, exames de imagem cerebral. A Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3) subdivide a CCD em enxaqueca crônica, cefaleia tensional crônica, hemicrania contínua e cefaleia nova diária persistente, além da cefaleia por uso excessivo de medicação, que é uma complicação comum. O tratamento da CCD é complexo e geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar. Inclui a retirada gradual de medicações analgésicas em caso de cefaleia por uso excessivo de medicação, o uso de medicamentos profiláticos específicos para o tipo de cefaleia subjacente (ex: topiramato, amitriptilina, betabloqueadores para enxaqueca crônica), terapias não farmacológicas (fisioterapia, acupuntura, terapia cognitivo-comportamental) e, em casos refratários, bloqueios nervosos ou toxina botulínica. O prognóstico melhora com a adesão ao tratamento e a educação do paciente.
A cefaleia crônica diária é definida pela ocorrência de dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês, por um período superior a 3 meses, com características de cefaleia primária (enxaqueca ou tensional).
Muitos casos de cefaleia crônica diária são, na verdade, enxaqueca crônica, que se desenvolve a partir de uma enxaqueca episódica preexistente, com aumento da frequência dos ataques.
A cefaleia por uso excessivo de medicação é uma forma de cefaleia crônica diária, causada pelo uso regular e excessivo de analgésicos para tratar cefaleias primárias, levando a um ciclo vicioso de dor e consumo de medicação.
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