HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
CAS, sexo masculino, de 55 anos, tabagista desde os 13, com febre vespertina esporádica de 37,8 °C, astenia e tosse com expectoração amarelo esverdeada há 6 meses, além de além de emagrecimento de 6kg no último mês, é submetido a radiografia de tórax, que revela área de consolidação e cavidade no lobo superior do pulmão direito. Considerando a história clínica e epidemiológica apresentadas, as principais hipóteses diagnósticas são:
Homem tabagista > 50 anos com cavidade em lobo superior + sintomas constitucionais crônicos → Principais hipóteses: Tuberculose e Neoplasia de Pulmão.
A presença de uma cavidade em lobo superior pulmonar em um paciente tabagista com sintomas constitucionais arrastados (febre, astenia, emagrecimento) levanta duas hipóteses diagnósticas principais: Tuberculose (reativação do bacilo, com predileção por ápices) e Neoplasia de Pulmão (especialmente o carcinoma espinocelular, que tende a cavitar).
A presença de uma lesão pulmonar cavitária em um exame de imagem representa um desafio diagnóstico, com um amplo espectro de etiologias possíveis, desde infecciosas até neoplásicas e autoimunes. A abordagem inicial deve ser guiada pela história clínica, fatores de risco e características radiológicas. Em um paciente como o do caso, homem de 55 anos, tabagista de longa data, com sintomas constitucionais crônicos (febre vespertina, astenia, emagrecimento) e uma cavidade em lobo superior direito, dois diagnósticos se destacam. O primeiro é a Tuberculose (TB) pulmonar pós-primária (ou de reativação), que tem predileção pelos segmentos apicais e posteriores dos lobos superiores, onde a tensão de oxigênio é maior. A necrose caseosa leva à formação de cavidades, que são fontes de contágio. A febre vespertina e o emagrecimento são sintomas clássicos. O segundo principal diagnóstico diferencial é a Neoplasia de Pulmão, especialmente o carcinoma de células escamosas (ou espinocelular). Este tipo histológico está fortemente associado ao tabagismo, tende a ser central e frequentemente sofre necrose, levando à formação de cavidades com paredes espessas e irregulares. Os sintomas constitucionais também são proeminentes no câncer de pulmão avançado. Portanto, diante deste cenário, a investigação deve prosseguir com baciloscopia do escarro e, a depender do resultado e da suspeita, tomografia de tórax e procedimentos para obtenção de material para análise histopatológica, como a broncoscopia.
A tuberculose pós-primária classicamente apresenta cavidades de paredes finas nos segmentos apicais ou posteriores dos lobos superiores, frequentemente associadas a nódulos satélites e disseminação broncogênica (padrão de 'árvore em brotamento'). O câncer cavitado tende a ter paredes mais espessas e irregulares.
A investigação inicial inclui a coleta de escarro para baciloscopia e cultura para micobactérias (BAAR). Se negativo ou se a suspeita de câncer for alta, o próximo passo é uma tomografia computadorizada de tórax para melhor caracterização da lesão, seguida por uma broncoscopia com biópsia ou biópsia transtorácica.
Outras causas incluem infecções bacterianas (abscesso pulmonar por anaeróbios, Klebsiella), infecções fúngicas (aspergilose, paracoccidioidomicose), doenças autoimunes (granulomatose com poliangiite) e embolia séptica. A história clínica e epidemiológica é fundamental para a diferenciação.
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