Oligodramnio: Causas e Condições Associadas na Gestação

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020

Enunciado

Avalie as assertivas sobre “na redução no volume do líquido amniótico que é denominada oligodramnio, são condições que podem estar associadas”, I. Ruptura das membranas; II. Agenesia renal; III. Anencefalia; IV. Insuficiência placentária; V. Atresia de esôfago

Alternativas

  1. A) Todas as assertivas são verdadeiras
  2. B) Todas as assertivas são falsas
  3. C) Assertivas I, II e III são verdadeiras
  4. D) Assertivas I, III e V são verdadeiras
  5. E) Assertivas I, II e IV são verdadeiras

Pérola Clínica

Oligodramnio = ↓ produção (renal) ou ↑ perda (RPMO/placentária); Polidramnio = ↓ deglutição (TGI/SNC).

Resumo-Chave

O oligodramnio é causado por condições que diminuem a produção de urina fetal (principal fonte de líquido amniótico após o 20º semana) ou aumentam a perda de líquido. Agenesia renal e insuficiência placentária reduzem a produção, enquanto a ruptura das membranas causa perda direta.

Contexto Educacional

O oligodramnio, definido como a redução do volume de líquido amniótico, é uma condição que pode indicar problemas subjacentes na gestação e está associada a desfechos perinatais adversos. O líquido amniótico desempenha papéis cruciais no desenvolvimento fetal, incluindo proteção contra traumas, desenvolvimento pulmonar e musculoesquelético. Sua produção e reabsorção são processos dinâmicos que envolvem o feto e a placenta. A fisiopatologia do oligodramnio geralmente se relaciona a duas categorias principais: diminuição da produção de urina fetal ou aumento da perda de líquido. A urina fetal é a principal fonte de líquido amniótico após a 20ª semana de gestação. Condições como agenesia renal fetal (Síndrome de Potter) ou obstruções do trato urinário impedem a produção de urina. A insuficiência placentária, por sua vez, pode levar à hipóxia fetal e desvio de fluxo sanguíneo para órgãos vitais, diminuindo a perfusão renal e, consequentemente, a produção de urina. A ruptura prematura de membranas (RPMO) é uma causa comum de oligodramnio, resultando na perda direta de líquido amniótico. É importante diferenciar o oligodramnio de condições que causam polidramnio, como anencefalia e atresia de esôfago, onde a deglutição fetal está comprometida. O diagnóstico do oligodramnio é feito por ultrassonografia, medindo o Índice de Líquido Amniótico (ILA) ou a maior bolsa. O manejo depende da causa, idade gestacional e bem-estar fetal.

Perguntas Frequentes

Quais as principais causas de oligodramnio?

As principais causas de oligodramnio incluem ruptura prematura de membranas, anomalias do trato urinário fetal (como agenesia renal ou obstrução), insuficiência placentária e uso de certos medicamentos, como inibidores da ECA.

Como a agenesia renal fetal causa oligodramnio?

A agenesia renal fetal impede a formação dos rins, resultando na ausência de produção de urina fetal. Como a urina fetal é a principal fonte de líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres, sua ausência leva ao oligodramnio severo.

Por que anencefalia e atresia de esôfago não causam oligodramnio?

Anencefalia e atresia de esôfago estão associadas a polidramnio, e não oligodramnio. Isso ocorre porque ambas as condições prejudicam a capacidade do feto de deglutir o líquido amniótico, levando ao seu acúmulo excessivo.

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