HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Existem diversas causas de malformações congênitas. Sobre elas assinale a correta:
Agentes ambientais (medicamentos, químicos, radiação, hipertermia) causam < 1% das malformações congênitas.
Embora a preocupação com agentes teratogênicos seja grande, a maioria das malformações congênitas tem causa multifatorial ou desconhecida. Agentes ambientais conhecidos, como medicamentos, produtos químicos, radiação e hipertermia, são responsáveis por uma pequena parcela (menos de 1%) do total de malformações.
Malformações congênitas são anomalias estruturais ou funcionais que ocorrem durante o desenvolvimento intrauterino e estão presentes ao nascimento. Elas afetam cerca de 3% dos nascidos vivos e são uma das principais causas de mortalidade infantil e morbidade a longo prazo. As causas das malformações congênitas são diversas e complexas. A maioria é de etiologia multifatorial (interação entre fatores genéticos e ambientais) ou idiopática (causa desconhecida). Fatores genéticos (anomalias cromossômicas e mutações gênicas) e ambientais (teratógenos) contribuem para uma parcela significativa. No entanto, é importante ressaltar que os agentes ambientais conhecidos, como medicamentos, produtos químicos, radiação e hipertermia, são responsáveis por uma pequena porcentagem, geralmente menos de 1%, do total de malformações. A prevenção de malformações congênitas envolve aconselhamento genético, vacinação, suplementação de ácido fólico e, crucialmente, a avaliação cuidadosa do uso de medicamentos durante a gravidez. A classificação do FDA para drogas na gestação (A, B, C, D, X) auxilia na avaliação de risco, sendo a categoria D indicativa de risco fetal comprovado, mas onde os benefícios podem superar os riscos em certas situações clínicas. O ácido valpróico, por exemplo, é um anticonvulsivante de categoria D com alto potencial teratogênico, e seu uso deve ser cuidadosamente ponderado e, se possível, substituído.
As causas de malformações congênitas são multifatoriais, incluindo fatores genéticos (cromossômicos e monogênicos), fatores ambientais (teratógenos como medicamentos, infecções, agentes químicos, radiação) e causas multifatoriais (interação genes-ambiente).
A classificação do FDA (A, B, C, D, X) avalia o risco fetal. Categoria D indica evidência de risco fetal, mas os benefícios podem justificar o uso em situações de risco de vida ou doença grave. Categoria X é contraindicada na gravidez.
O álcool é um teratógeno conhecido e pode causar a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que inclui retardo de crescimento, dismorfias faciais e deficiências no desenvolvimento neuropsicomotor. Não há dose segura de álcool na gestação.
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