Icterícia Neonatal: Causas na Primeira Semana de Vida

HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015

Enunciado

São causas de icterícia no recém-nascido a termo durante a primeira semana de vida:

Alternativas

  1. A) infecção perinatal, incompatibilidade ABO e hipoglicemia
  2. B) incompatibilidade Rh, incompatibilidade ABO e icterícia fisiológica do recém-nascido
  3. C) hipoglicemia, incompatibilidade Rh e policitemia
  4. D) icterícia fisiológica do recém-nascido, hiperglicemia e infecção perinatal
  5. E) hiperglicemia, policitemia e infecção perinatal

Pérola Clínica

Icterícia neonatal na 1ª semana: investigar incompatibilidades (Rh, ABO), icterícia fisiológica e infecções.

Resumo-Chave

A icterícia neonatal na primeira semana de vida pode ter causas fisiológicas ou patológicas. As patológicas incluem incompatibilidades sanguíneas (Rh, ABO), infecções perinatais, policitemia e cefalohematoma, que levam à produção excessiva de bilirrubina ou à sua eliminação deficiente.

Contexto Educacional

A icterícia neonatal é uma das condições mais comuns no período neonatal, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. É crucial para residentes de Pediatria e Neonatologia diferenciar as causas fisiológicas das patológicas, especialmente aquelas que se manifestam na primeira semana de vida, pois estas últimas podem indicar condições graves e necessitar de intervenção imediata para prevenir a neurotoxicidade da bilirrubina (kernicterus). As causas de icterícia na primeira semana incluem a icterícia fisiológica, que é benigna e autolimitada, e causas patológicas como as doenças hemolíticas (incompatibilidade Rh e ABO), infecções congênitas ou perinatais (TORCH, sepse), policitemia, cefalohematoma e outras hemorragias. A incompatibilidade Rh é mais grave e precoce, enquanto a ABO é mais comum e geralmente menos severa. A fisiopatologia envolve o aumento da produção de bilirrubina (hemólise, policitemia) ou a diminuição de sua conjugação e excreção (imaturidade hepática, infecções). O diagnóstico e manejo adequados são essenciais. Icterícia nas primeiras 24 horas de vida é sempre patológica e exige investigação. A conduta pode variar desde a observação clínica até a fototerapia intensiva e, em casos graves, a exsanguineotransfusão. O conhecimento aprofundado dessas etiologias e suas abordagens é vital para a prática clínica segura e para o sucesso em exames de residência médica.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da icterícia fisiológica do recém-nascido?

A icterícia fisiológica do recém-nascido é comum e benigna, surgindo após as primeiras 24 horas de vida, atingindo o pico entre o 3º e 5º dia e desaparecendo espontaneamente em 1 a 2 semanas. É causada pela imaturidade hepática e maior produção de bilirrubina fetal.

Como as incompatibilidades sanguíneas (Rh e ABO) causam icterícia neonatal?

As incompatibilidades Rh e ABO levam à hemólise dos eritrócitos fetais/neonatais devido à produção de anticorpos maternos contra antígenos presentes nas hemácias do bebê. Essa destruição acelerada de hemácias resulta em um aumento significativo da produção de bilirrubina, causando icterícia precoce e, frequentemente, grave.

Quais outras causas patológicas de icterícia podem ocorrer na primeira semana de vida?

Além das incompatibilidades sanguíneas, outras causas patológicas incluem infecções perinatais (sepse), policitemia (aumento da massa de eritrócitos), cefalohematoma ou outras hemorragias (que aumentam a carga de bilirrubina), deficiência de G6PD e síndromes genéticas como a de Crigler-Najjar.

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