HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
As causas principais de ICTERÍCIA são:
Icterícia = distúrbios metabolismo bilirrubina (pré-hepática), doença hepática (hepática) ou obstrução biliar (pós-hepática).
A icterícia é a coloração amarelada da pele e mucosas devido ao acúmulo de bilirrubina. Suas causas podem ser classificadas em pré-hepáticas (aumento da produção de bilirrubina, como hemólise ou síndromes genéticas do metabolismo), hepáticas (disfunção dos hepatócitos) ou pós-hepáticas (obstrução do fluxo biliar extra-hepático).
A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele, mucosas e escleras, é um sinal clínico que indica um acúmulo excessivo de bilirrubina no sangue (hiperbilirrubinemia). A bilirrubina é um produto da degradação do heme, principalmente da hemoglobina. A compreensão de suas causas é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado, sendo um tema recorrente em provas de residência e na prática clínica. As causas da icterícia são tradicionalmente classificadas em três categorias: pré-hepáticas, hepáticas e pós-hepáticas. As causas pré-hepáticas envolvem um aumento na produção de bilirrubina não conjugada (indireta), como na hemólise, ou distúrbios genéticos do metabolismo da bilirrubina, como a Síndrome de Gilbert e Crigler-Najjar, onde há deficiência na conjugação hepática. As causas hepáticas resultam de disfunção dos hepatócitos, que podem falhar na captação, conjugação ou excreção da bilirrubina, como nas hepatites virais, cirrose ou toxicidade por drogas. As causas pós-hepáticas (ou colestáticas) são decorrentes da obstrução do fluxo biliar extra-hepático, impedindo a excreção da bilirrubina conjugada para o intestino, como cálculos biliares, tumores de cabeça de pâncreas ou estenoses de vias biliares. O diagnóstico etiológico da icterícia requer uma abordagem sistemática que inclui anamnese detalhada, exame físico e exames laboratoriais (bilirrubina total e frações, enzimas hepáticas, hemograma). Exames de imagem, como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM), são essenciais para investigar causas obstrutivas. O tratamento depende da causa subjacente, podendo variar desde medidas de suporte em síndromes benignas até intervenções cirúrgicas para desobstrução biliar ou tratamento de doenças hepáticas.
A icterícia é classificada em três categorias principais: pré-hepática (causas que aumentam a produção de bilirrubina ou prejudicam sua captação pelo fígado, como hemólise), hepática (disfunção dos hepatócitos na conjugação ou excreção, como hepatites e cirrose) e pós-hepática (obstrução do fluxo biliar, como cálculos ou tumores).
Os principais são a Síndrome de Gilbert, que causa icterícia intermitente por deficiência parcial da enzima UDP-glucuronosiltransferase, e as Síndromes de Crigler-Najjar (tipos I e II), que envolvem deficiência mais grave da mesma enzima, levando a hiperbilirrubinemia não conjugada.
A dosagem de bilirrubina total e frações (direta e indireta) é crucial. Bilirrubina indireta elevada sugere causas pré-hepáticas ou hepáticas com defeito de conjugação. Bilirrubina direta elevada sugere causas hepáticas com defeito de excreção ou pós-hepáticas. Outros exames incluem enzimas hepáticas (AST, ALT, FA, GGT), hemograma e testes de coagulação.
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