FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2016
Em relação às causas externas de morte no Brasil, é INCORRETO afirmar que:
Causas externas = 3ª causa de morte no Brasil (não 2ª); alta em homens jovens, negros, baixa escolaridade.
As causas externas de morte, que englobam acidentes e violências, são um grave problema de saúde pública no Brasil, representando a terceira causa mais frequente de óbitos. O perfil das vítimas de violência urbana é predominantemente de homens jovens, negros e com baixa escolaridade, refletindo as desigualdades sociais.
As causas externas de morte representam um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, englobando mortes por acidentes (de trânsito, quedas, afogamentos, etc.) e violências (homicídios, suicídios). No contexto brasileiro, elas figuram como a terceira causa mais frequente de óbitos, atrás das doenças cardiovasculares e do câncer, e são a principal causa de morte entre jovens. Esse cenário reflete a complexa interação de fatores sociais, econômicos e culturais. A epidemiologia da violência no Brasil revela um padrão alarmante: a maioria das vítimas de homicídios são homens jovens, de raça negra, com baixa escolaridade e baixo nível socioeconômico, concentrados em periferias urbanas. Esse perfil sublinha a dimensão social da violência, que atinge desproporcionalmente grupos vulneráveis. Além dos homicídios, os acidentes de trânsito, especialmente envolvendo motociclistas, também contribuem significativamente para a morbimortalidade por causas externas, com uma tendência de aumento na mortalidade nessa categoria. Para o residente, compreender as causas externas é fundamental para a atuação em emergências, na atenção primária e na formulação de políticas de saúde. O impacto dessas causas vai além da mortalidade, gerando um grande número de lesões não fatais que demandam recursos do sistema de saúde e causam sequelas físicas e psicossociais. A prevenção exige uma abordagem multissetorial, envolvendo segurança pública, educação, urbanismo e saúde.
Causas externas de morte incluem todas as lesões intencionais (homicídios, suicídios) e não intencionais (acidentes de trânsito, quedas, afogamentos, envenenamentos), ou seja, mortes que não são decorrentes de doenças naturais.
O perfil predominante das vítimas de violência urbana no Brasil é de homens jovens, de raça negra, com baixa escolaridade e baixo nível socioeconômico, refletindo as profundas desigualdades sociais e raciais do país.
A série histórica da mortalidade por homicídios no Brasil tem mostrado uma tendência crescente em muitos períodos, embora possa haver flutuações regionais e temporais. A mortalidade entre motociclistas também tem apresentado aumento.
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