UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Paciente de 17 anos, feminino, procura a emergência com queixa de dor abdominal e vômitos há um dia. Relata início de quadro em cólica, generalizado, acompanhado de hiporexia e vômitos. Nega antecedentes prévios e uso de medicamentos. Ao exame físico: regular estado geral, corada, algum grau de desidratação, com dor à palpação da fossa ilíaca direita, sem sinais de peritonite.Quanto ao caso descrito, assinale a afirmativa correta.
Apendicite aguda: obstrução por fecalitos ou hiperplasia linfoide são as principais causas.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, e sua fisiopatologia envolve principalmente a obstrução do lúmen apendicular por fecalitos ou hiperplasia de folículos linfoides. O diagnóstico é clínico, com dor na fossa ilíaca direita, hiporexia e vômitos, e pode ser auxiliado por exames de imagem como ultrassom (especialmente em crianças e gestantes) ou tomografia.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens, mas podendo ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia central envolve a obstrução do lúmen apendicular, sendo os fecalitos e a hiperplasia dos folículos linfoides as causas mais frequentes. Essa obstrução leva ao aumento da pressão intraluminal, isquemia e, eventualmente, perfuração. O quadro clínico típico inicia-se com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de hiporexia, náuseas e vômitos. O exame físico revela dor à palpação na FID e sinais de irritação peritoneal. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas exames de imagem como ultrassom (preferencial em crianças e gestantes) e tomografia computadorizada (padrão-ouro em adultos) auxiliam na confirmação. O tratamento é cirúrgico, com apendicectomia, e deve ser realizado prontamente para evitar complicações como perfuração, peritonite e formação de abscesso. Residentes devem estar aptos a reconhecer a apresentação clínica, interpretar os sinais semiológicos e indicar a investigação e o tratamento adequados, considerando as particularidades de grupos como gestantes e crianças, onde a apresentação pode ser atípica e o diagnóstico mais desafiador.
As principais causas da obstrução do apêndice cecal são os fecalitos (ou apendicolitos), que são massas endurecidas de fezes, e a hiperplasia dos folículos linfoides na parede do apêndice, comum em crianças e adolescentes. Outras causas menos frequentes incluem corpos estranhos, parasitas e tumores.
Os sinais semiológicos clássicos incluem o sinal de Blumberg (dor à descompressão brusca na FID), sinal de Rovsing (dor na FID à palpação da FIE), sinal do Psoas (dor na FID à extensão da coxa direita) e sinal do Obturador (dor na FID à rotação interna da coxa direita flexionada). O sinal de Dunphy é a dor na FID ao tossir.
O ultrassom de abdome é uma ferramenta útil para o diagnóstico da apendicite aguda, especialmente em crianças e gestantes, devido à ausência de radiação. Embora sua sensibilidade e especificidade possam variar, é um exame de primeira linha para confirmar ou excluir o diagnóstico, especialmente quando a apresentação clínica é atípica.
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