Apendicite Aguda: Causas e Diagnóstico Clínico

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 17 anos, feminino, procura a emergência com queixa de dor abdominal e vômitos há um dia. Relata início de quadro em cólica, generalizado, acompanhado de hiporexia e vômitos. Nega antecedentes prévios e uso de medicamentos. Ao exame físico: regular estado geral, corada, algum grau de desidratação, com dor à palpação da fossa ilíaca direita, sem sinais de peritonite.Quanto ao caso descrito, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) Entre as principais causas, destacam-se a obstrução do apêndice cecal por fecalitos e hiperplasia de folículos linfoides.
  2. B) Entre os sinais semiológicos classicamente descritos de tal enfermidade, pode-se citar o sinal de Dunphy, que significa dor na fossa ilíaca direita à palpação da fossa ilíaca contralateral.
  3. C) Em crianças e gestantes, pode-se utilizar o ultrassom de abdome para elucidar o diagnóstico, com alta sensibilidade e especificidade.
  4. D) Em gestantes, é a patologia cirúrgica de maior incidência. Em tal grupo populacional, é comum encontrarmos, dependendo da idade gestacional, o apêndice deslocado caudalmente pelo crescimento uterino.

Pérola Clínica

Apendicite aguda: obstrução por fecalitos ou hiperplasia linfoide são as principais causas.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, e sua fisiopatologia envolve principalmente a obstrução do lúmen apendicular por fecalitos ou hiperplasia de folículos linfoides. O diagnóstico é clínico, com dor na fossa ilíaca direita, hiporexia e vômitos, e pode ser auxiliado por exames de imagem como ultrassom (especialmente em crianças e gestantes) ou tomografia.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens, mas podendo ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia central envolve a obstrução do lúmen apendicular, sendo os fecalitos e a hiperplasia dos folículos linfoides as causas mais frequentes. Essa obstrução leva ao aumento da pressão intraluminal, isquemia e, eventualmente, perfuração. O quadro clínico típico inicia-se com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de hiporexia, náuseas e vômitos. O exame físico revela dor à palpação na FID e sinais de irritação peritoneal. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas exames de imagem como ultrassom (preferencial em crianças e gestantes) e tomografia computadorizada (padrão-ouro em adultos) auxiliam na confirmação. O tratamento é cirúrgico, com apendicectomia, e deve ser realizado prontamente para evitar complicações como perfuração, peritonite e formação de abscesso. Residentes devem estar aptos a reconhecer a apresentação clínica, interpretar os sinais semiológicos e indicar a investigação e o tratamento adequados, considerando as particularidades de grupos como gestantes e crianças, onde a apresentação pode ser atípica e o diagnóstico mais desafiador.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas da obstrução do apêndice cecal na apendicite aguda?

As principais causas da obstrução do apêndice cecal são os fecalitos (ou apendicolitos), que são massas endurecidas de fezes, e a hiperplasia dos folículos linfoides na parede do apêndice, comum em crianças e adolescentes. Outras causas menos frequentes incluem corpos estranhos, parasitas e tumores.

Quais são os sinais semiológicos clássicos da apendicite aguda?

Os sinais semiológicos clássicos incluem o sinal de Blumberg (dor à descompressão brusca na FID), sinal de Rovsing (dor na FID à palpação da FIE), sinal do Psoas (dor na FID à extensão da coxa direita) e sinal do Obturador (dor na FID à rotação interna da coxa direita flexionada). O sinal de Dunphy é a dor na FID ao tossir.

Qual o papel do ultrassom no diagnóstico da apendicite aguda, especialmente em grupos específicos?

O ultrassom de abdome é uma ferramenta útil para o diagnóstico da apendicite aguda, especialmente em crianças e gestantes, devido à ausência de radiação. Embora sua sensibilidade e especificidade possam variar, é um exame de primeira linha para confirmar ou excluir o diagnóstico, especialmente quando a apresentação clínica é atípica.

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