HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
Uma paciente de 35 anos de idade, com diagnóstico de gestação estabelecido há duas semanas, apresenta idade gestacional atual de doze semanas. Compareceu ao serviço de emergência, queixando-se de cólicas e sangramento vaginal intermitente e abundante iniciado há duas horas. Está ansiosa e chorosa, pois já sofreu dois abortos consecutivos previamente. O exame físico mostra colo entreaberto. A ultrassonografia descreve massa focal ecogênica sugestiva de restos ovulares. Com base nesse caso hipotético, julgue o item a seguir. As malformações uterinas são a causa mais comum de abortamento habitual.
Aneuploidias fetais são a causa mais comum de abortamento habitual, não malformações uterinas.
As malformações uterinas são uma causa importante de abortamento habitual, mas não a mais comum. A causa mais frequente de abortamento habitual, especialmente no primeiro trimestre, são as aneuploidias fetais (anormalidades cromossômicas).
O abortamento habitual, definido como três ou mais perdas gestacionais consecutivas (ou duas, segundo algumas definições mais recentes), é uma condição angustiante para as pacientes e um desafio diagnóstico para os médicos. Compreender suas causas é fundamental para oferecer um manejo adequado e suporte emocional. Embora as malformações uterinas, como útero septado ou bicorno, sejam causas reconhecidas de abortamento de repetição, elas não são a etiologia mais comum. A principal causa, especialmente para abortos no primeiro trimestre, são as anomalias cromossômicas fetais (aneuploidias), que respondem por mais da metade dos casos. Outras causas incluem trombofilias, distúrbios endócrinos e fatores imunológicos. A investigação do abortamento habitual é complexa e multifacetada, envolvendo exames genéticos, anatômicos, hormonais e imunológicos. O tratamento depende da causa identificada, podendo variar desde correção cirúrgica de malformações uterinas até anticoagulação para trombofilias ou manejo de distúrbios endócrinos. O aconselhamento genético e o suporte psicológico são componentes essenciais do cuidado.
A causa mais comum de abortamento habitual, especialmente no primeiro trimestre, são as anomalias cromossômicas fetais (aneuploidias), responsáveis por cerca de 50-60% dos casos.
Outras causas incluem fatores anatômicos (malformações uterinas, miomas), trombofilias hereditárias ou adquiridas, distúrbios endócrinos (diabetes mal controlado, hipotireoidismo), fatores imunológicos e infecções.
A investigação envolve cariótipo dos pais e dos produtos da concepção, histerossalpingografia ou histeroscopia para avaliar a anatomia uterina, pesquisa de trombofilias, avaliação hormonal e exames imunológicos.
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