HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Assinale a alternativa incorreta a respeito de abortamento:
Anomalias cromossômicas são a principal causa de abortamento (≈50%), não malformações uterinas.
A maioria dos abortamentos espontâneos, especialmente no primeiro trimestre, é causada por anomalias cromossômicas fetais, sendo a trissomia do cromossomo 16 a mais comum. Malformações uterinas são causas importantes, mas não respondem por 50% dos casos.
O abortamento espontâneo é uma complicação comum da gestação, afetando cerca de 10% a 20% das gestações clinicamente reconhecidas. Compreender suas causas é fundamental para o aconselhamento e manejo das pacientes, especialmente aquelas com abortamento recorrente. A maioria dos abortamentos ocorre no primeiro trimestre e tem uma etiologia bem estabelecida. A principal causa de abortamento espontâneo, especialmente nas primeiras 12 semanas, são as anomalias cromossômicas fetais, que respondem por aproximadamente 50% a 70% dos casos. Entre as anomalias, as trissomias autossômicas são as mais frequentes, com a trissomia do cromossomo 16 sendo a mais comum, embora inviável para nascidos vivos. A Síndrome de Down (trissomia do 21) também tem uma alta taxa de abortamento espontâneo. Outras causas importantes incluem fatores genéticos parentais (translocações), malformações uterinas (como útero septado, que é a mais comum e tratável), insuficiência istmocervical, síndrome dos anticorpos antifosfolípides, distúrbios endócrinos (diabetes mal controlado, hipotireoidismo), infecções e fatores ambientais. É crucial diferenciar a prevalência de cada causa; enquanto anomalias cromossômicas são a maioria, malformações uterinas, embora significativas, não representam 50% dos casos de abortamento globalmente.
A principal causa de abortamento espontâneo no primeiro trimestre são as anomalias cromossômicas fetais, respondendo por cerca de 50% a 70% dos casos.
Anomalias cromossômicas, como trissomias (ex: trissomia 16, 21), monossomias (ex: síndrome de Turner) e poliploidias, resultam em desenvolvimento fetal inviável, levando ao abortamento como um mecanismo de seleção natural.
Malformações uterinas, como útero septado, bicorno ou didelfo, podem causar abortamento, especialmente no segundo trimestre, devido a problemas de implantação, vascularização ou espaço, mas não são a causa mais comum globalmente.
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