UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Quanto ao abortamento, analise as afirmativas abaixo. I - As anormalidades cromossômicas são as causas mais comuns de abortamento (50-80%); II - O uso de álcool, uso excessivo de cafeína e tabagismo materno e paterno são fatores de risco para abortamento; III - A síndrome antifosfolipídeo, com anticorpos anticardiolipina e anticoagulante lúpico, está presente em até 15% dos casos de mulheres com abortamento habitual; IV - Considera-se aborto retido quando há morte fetal intrauterina sem eliminação do ovo após 1 semana. A alternativa que contém todas as afirmativas CORRETAS é:
Anormalidades cromossômicas são a causa + comum de abortamento (50-80%).
As anormalidades cromossômicas são a principal causa de abortamento espontâneo, especialmente no primeiro trimestre. Fatores de estilo de vida e trombofilias como a Síndrome Antifosfolipídeo também são importantes, enquanto a definição de aborto retido envolve a morte fetal sem eliminação por um período.
O abortamento é a perda da gestação antes de 20-22 semanas ou quando o feto pesa menos de 500g. É uma complicação comum, afetando cerca de 15-20% das gestações clinicamente reconhecidas. A compreensão de suas causas e fatores de risco é fundamental para o aconselhamento e manejo adequado das pacientes. As anormalidades cromossômicas fetais são, de longe, a etiologia mais frequente, especialmente nos abortamentos de primeiro trimestre, respondendo por 50-80% dos casos. Além das causas genéticas, diversos fatores de risco maternos e paternos contribuem para o abortamento. Fatores de estilo de vida como o uso de álcool, o consumo excessivo de cafeína e o tabagismo (tanto materno quanto paterno) estão associados a um risco aumentado. Condições médicas maternas, como a Síndrome Antifosfolipídeo (SAF), são importantes causas de abortamento habitual, estando presente em até 15% das mulheres com perdas gestacionais recorrentes devido à formação de trombos na placenta. É importante também diferenciar os tipos de abortamento. O aborto retido é definido pela morte fetal intrauterina sem a eliminação do ovo gestacional por um período prolongado, geralmente após 1 semana da confirmação da morte. O manejo do abortamento varia conforme o tipo e a idade gestacional, podendo incluir conduta expectante, medicamentosa ou cirúrgica. A identificação e correção de fatores de risco modificáveis são cruciais para a prevenção de futuras perdas.
As anormalidades cromossômicas fetais são a causa mais comum de abortamento espontâneo, respondendo por 50-80% dos casos, especialmente no primeiro trimestre. Outras causas incluem fatores anatômicos, endócrinos, imunológicos e infecciosos.
O uso de álcool, o consumo excessivo de cafeína e o tabagismo (materno e paterno) são fatores de risco bem estabelecidos para o abortamento. A modificação desses hábitos pode reduzir o risco.
A Síndrome Antifosfolipídeo (SAF) é uma trombofilia adquirida que está presente em até 15% das mulheres com abortamento habitual. Os anticorpos anticardiolipina e o anticoagulante lúpico podem causar trombose placentária, levando à perda gestacional.
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