Oligoâmnio: Identificação e Causas Mais Comuns

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020

Enunciado

A causa mais frequente de oligoâmnio é:

Alternativas

  1. A) pré-eclâmpsia.
  2. B) malformação do tubo digestivo fetal.
  3. C) malformação urinária fetal.
  4. D) rotura prematura das membranas.

Pérola Clínica

Oligoâmnio: a causa mais comum é a rotura prematura das membranas ovulares (RPMO).

Resumo-Chave

O oligoâmnio é a redução do volume de líquido amniótico. A rotura prematura das membranas ovulares (RPMO) é a causa mais frequente, pois resulta na perda direta de líquido. Outras causas importantes incluem insuficiência placentária e malformações do trato urinário fetal.

Contexto Educacional

O oligoâmnio, definido como um volume de líquido amniótico abaixo do normal para a idade gestacional, é uma complicação obstétrica que pode ter sérias implicações para o desenvolvimento e bem-estar fetal. O líquido amniótico desempenha papéis vitais, como proteção contra traumas, permitindo o desenvolvimento pulmonar e musculoesquelético, e mantendo a temperatura fetal. A sua redução pode ser um sinal de disfunção subjacente. A causa mais frequente de oligoâmnio é a rotura prematura das membranas ovulares (RPMO), onde há uma perda direta de líquido amniótico através do orifício de rotura. É crucial suspeitar de RPMO em casos de oligoâmnio sem outra causa aparente, especialmente se houver história de perda de líquido vaginal. Outras causas importantes incluem a insuficiência placentária, que leva à redução da perfusão renal fetal e, consequentemente, à diminuição da produção de urina fetal (principal componente do líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres), e malformações congênitas do trato urinário fetal, como agenesia renal ou obstrução. O diagnóstico e manejo do oligoâmnio exigem uma investigação cuidadosa da causa subjacente. Residentes devem estar aptos a realizar a ultrassonografia para avaliar o volume de líquido amniótico, identificar possíveis etiologias e planear a conduta obstétrica, que pode variar desde o monitoramento intensivo até a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e da condição fetal.

Perguntas Frequentes

Como o oligoâmnio é diagnosticado?

O oligoâmnio é diagnosticado por ultrassonografia, através da medição do Índice de Líquido Amniótico (ILA), que é a soma das maiores colunas de líquido em quatro quadrantes, ou pela medida da maior bolsa vertical (MBV). Valores de ILA < 5 cm ou MBV < 2 cm são indicativos de oligoâmnio.

Quais são as consequências do oligoâmnio para o feto?

As consequências dependem da idade gestacional e da causa. Podem incluir compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar (se precoce), deformidades esqueléticas, restrição de crescimento intrauterino e aumento do risco de parto prematuro e sofrimento fetal.

Além da RPMO, quais outras causas importantes de oligoâmnio devem ser investigadas?

Outras causas incluem insuficiência placentária (associada a pré-eclâmpsia, hipertensão crônica), malformações congênitas do trato urinário fetal (agenesia renal, obstrução), uso de certos medicamentos (inibidores da ECA, AINEs) e gestação pós-termo.

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