UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
A causa mais comum de hemobilia é:
Hemobilia mais comum = trauma iatrogênico (biópsia hepática, procedimentos biliares).
A hemobilia, sangramento para a árvore biliar, é mais frequentemente causada por procedimentos médicos invasivos no fígado ou vias biliares. Biópsias hepáticas percutâneas e intervenções biliares são exemplos comuns de trauma iatrogênico que podem levar a essa condição.
A hemobilia, definida como a presença de sangue na árvore biliar, é uma condição relativamente rara, mas que pode ser grave e desafiadora no diagnóstico e manejo. Sua importância para o residente reside na necessidade de reconhecer suas manifestações clínicas e, principalmente, suas causas, para instituir o tratamento adequado. Embora o trauma hepático externo e as condições espontâneas possam levar à hemobilia, a etiologia iatrogênica tem se tornado a mais prevalente devido ao aumento da complexidade e frequência de procedimentos diagnósticos e terapêuticos no fígado e nas vias biliares. O trauma iatrogênico engloba uma série de procedimentos, sendo a biópsia hepática percutânea a causa mais comum. Outros exemplos incluem a colangiografia percutânea, drenagem biliar, colecistectomia e intervenções endovasculares. A lesão de um vaso sanguíneo (arterial ou venoso) e de um ducto biliar durante esses procedimentos pode criar uma fístula bilio-vascular, permitindo o extravasamento de sangue para a via biliar. Os sintomas clássicos da hemobilia são a tríade de Quinke: dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia e hemorragia gastrointestinal (melena ou hematoquezia). O diagnóstico da hemobilia geralmente envolve a suspeita clínica, exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e angiografia, que pode ser tanto diagnóstica quanto terapêutica. O tratamento varia desde a observação em casos leves até a embolização arterial seletiva (o tratamento de escolha na maioria dos casos) ou, em situações mais graves e refratárias, a intervenção cirúrgica. Para o residente, é fundamental estar ciente dos riscos de hemobilia ao realizar ou acompanhar procedimentos invasivos no fígado e vias biliares, e saber como proceder diante dessa complicação.
Hemobilia é a presença de sangue na árvore biliar, que pode se manifestar como dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia e melena ou hematoquezia (tríade de Quinke). É uma condição rara, mas potencialmente grave.
O trauma iatrogênico, como biópsias hepáticas percutâneas, drenagens biliares e procedimentos endoscópicos, é a causa mais comum de hemobilia devido à lesão direta de vasos sanguíneos e ductos biliares durante a intervenção, criando uma fístula bilio-vascular.
Outras causas incluem trauma hepático fechado ou penetrante, aneurismas de artéria hepática, tumores hepáticos (benignos ou malignos), colelitíase com erosão vascular e malformações vasculares, embora sejam menos frequentes que as iatrogênicas.
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