UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2015
Homem, 71 anos, com antecedente de alcoolismo crônico, recebeu o diagnóstico há três meses de hepatocarcinoma, cujo exame histopatológico acusou também cirrose hepática. Na evolução de seu quadro clínico apresentou metástases peritoneais e seu quadro clínico foi agravando, levando-o à caquexia, sendo que 5 dias antes do óbito manifestou sinais de insuficiência hepática, sequenciada por intensa hematêmese e parada cardiorrespiratória. Pergunta-se: Qual a causa imediata da morte?
Causa imediata de morte = evento final que levou ao óbito (ex: hematêmese → choque hipovolêmico → PCR).
A causa imediata da morte é o evento final e agudo que culmina no óbito. No caso de um paciente com cirrose e hepatocarcinoma, a hematêmese intensa sugere sangramento de varizes esofágicas, uma complicação grave que pode levar rapidamente a choque hipovolêmico e parada cardiorrespiratória, sendo, portanto, a causa imediata.
A determinação da causa da morte é um aspecto crucial na medicina, tanto para fins clínicos quanto epidemiológicos. É importante diferenciar entre a causa básica, as causas intermediárias e a causa imediata da morte. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levaram à morte. As causas intermediárias são as condições que surgiram como consequência da causa básica. A causa imediata é a condição final que diretamente resultou no óbito. No caso apresentado, o paciente tinha um histórico de alcoolismo crônico, cirrose hepática e hepatocarcinoma, que são as causas básicas e intermediárias de sua condição deteriorada. A caquexia e as metástases peritoneais são manifestações da progressão da doença. A insuficiência hepática é uma complicação grave da cirrose e do hepatocarcinoma, mas não é o evento final agudo. A sequência de eventos descrita culmina em "intensa hematêmese e parada cardiorrespiratória". A hematêmese intensa, nesse contexto, é quase invariavelmente decorrente de sangramento de varizes esofágicas, uma complicação grave da hipertensão portal associada à cirrose. Um sangramento gastrointestinal maciço leva rapidamente a hipovolemia, choque hipovolêmico e, se não tratado prontamente, à parada cardiorrespiratória. Portanto, a hematêmese foi o evento agudo e final que precipitou a morte, sendo a causa imediata. Reconhecer essa sequência é fundamental para a correta certificação de óbito e para a compreensão da fisiopatologia das doenças hepáticas avançadas.
A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos que levaram à morte. A intermediária são as condições que surgiram como consequência da causa básica. A imediata é a condição final que diretamente resultou no óbito.
Em pacientes com cirrose, a hipertensão portal leva à formação de varizes esofágicas. O sangramento dessas varizes pode ser maciço, causando perda volêmica rápida, choque hipovolêmico e, consequentemente, parada cardiorrespiratória.
A insuficiência hepática é uma consequência da cirrose e contribui para a coagulopatia, aumentando o risco de sangramento. Embora seja uma causa intermediária importante, a hematêmese é o evento agudo que precipita o óbito.
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