PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2016
PAG, de 72 anos, foi operado há 10 meses de câncer gástrico, comprovado por exame histopatológico. Na evolução, apresentou metástases pulmonares e o quadro clínico foi progressivamente piorando, sendo que uma semana antes do óbito apresentou broncopneumonia, levando ao óbito por insuficiência respiratória aguda. O paciente era hipertenso há anos e teve acidente vascular cerebral três meses antes de sua morte, permanecendo hemiplégico. Em atendimento às normas do Ministério da Saúde para o preenchimento da Declaração de óbito é CORRETO afirmar que a causa básica que deve ser registrada na Declaração de óbito deste paciente é:
Causa básica óbito = doença que iniciou cadeia de eventos que levou à morte.
A causa básica da morte é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que levaram diretamente à morte. No caso, o câncer gástrico foi a doença primária que levou às metástases, broncopneumonia e, finalmente, à insuficiência respiratória, sendo a causa fundamental.
A Declaração de Óbito (DO) é um documento médico-legal de extrema importância para o registro de óbitos e para as estatísticas de saúde pública. O preenchimento correto, especialmente da causa básica, é crucial para a qualidade dos dados epidemiológicos e para o planejamento de políticas públicas de saúde. A causa básica é definida como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que levaram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. Para determinar a causa básica, o médico deve identificar a condição original que desencadeou todo o processo patológico. No exemplo dado, o câncer gástrico foi a doença primária que, ao progredir e metastatizar, levou a complicações como a broncopneumonia e, consequentemente, à insuficiência respiratória aguda. As metástases, a broncopneumonia e a insuficiência respiratória são consideradas causas intermediárias ou imediatas na cadeia de eventos, sendo o câncer gástrico a causa fundamental. É fundamental que o raciocínio clínico seja aplicado para traçar a sequência lógica dos eventos que culminaram no óbito, seguindo as normas do Ministério da Saúde e da Classificação Internacional de Doenças (CID). A correta identificação da causa básica garante que o documento reflita a condição inicial e fundamental do processo que levou à morte, e não apenas a condição terminal, contribuindo para dados de mortalidade mais precisos.
É a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que levaram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal, sendo a condição fundamental que desencadeou o processo.
A correta identificação da causa básica é fundamental para as estatísticas de saúde pública, permitindo o planejamento e avaliação de políticas de saúde, além de subsidiar pesquisas epidemiológicas e ações preventivas.
A causa básica é a doença original que desencadeou todo o processo patológico, enquanto a causa imediata é a condição final que levou à morte, sendo uma consequência direta da causa básica ou de suas complicações.
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