UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2016
RN de MSC, nasceu em 27/08/2015, 34 semanas e 4 dias, 1970g, com diagnóstico ultrassonográfico obstétrico de hidrocefalia e mielomeningocele lombo-sacra (MMC), confirmada posteriormente por USG transfontanelar e exame clínico neonatal. No 2º dia de vida foi realizada a correção cirúrgica da MMC e instalada uma válvula de derivação ventrículo peritoneal (DVP). No 3° dia pós-operatório (DPO), o RN evoluiu com resíduo gástrico borráceo, letargia e apnéias, necessitando de suporte ventilatório. A triagem laboratorial evidenciou sinais de infecção e o LCR colhido confirmou meningite bacteriana por agente ainda a ser isolado. No 5° DPO, o RN piorou do quadro, evoluindo com insuficiência renal e acidose metabólica grave, indo à óbito no 6º DPO. Ao preencher o atestado de óbito desse RN, a opção que indica a CA USA BÁSICA do óbito a ser declarada na última linha da Parte I é:
Causa básica de óbito = Condição inicial que desencadeou a sequência de eventos fatais. MMC/Hidrocefalia → Malformação Congênita.
A causa básica do óbito é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que levaram à morte. No caso, a mielomeningocele e hidrocefalia (malformações congênitas) foram a condição inicial que levou à necessidade de cirurgia, DVP e, consequentemente, às complicações infecciosas e metabólicas.
O preenchimento correto do atestado de óbito é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais, epidemiológicas e de saúde pública. A identificação da "causa básica do óbito" é um dos aspectos mais críticos e frequentemente mal interpretados. A causa básica é definida como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que, sem interrupção, levou à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. No caso apresentado, a mielomeningocele e a hidrocefalia são malformações congênitas. Essas condições congênitas foram o ponto de partida para toda a sequência de eventos: a necessidade de intervenção cirúrgica (correção da MMC e instalação de DVP), as complicações pós-operatórias (infecção como meningite bacteriana), a falência de órgãos (insuficiência renal) e, finalmente, a acidose metabólica grave que levou ao óbito. É essencial diferenciar a causa básica das causas intermediárias (meningite bacteriana, insuficiência renal) e da causa imediata (acidose metabólica grave). Embora a meningite e a acidose tenham sido as condições que precederam diretamente a morte, elas foram consequências da sequência de eventos iniciada pelas malformações congênitas. Portanto, a "Malformação Congênita" é a causa básica do óbito, conforme as diretrizes da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para mortalidade.
A causa básica de óbito é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal.
A mielomeningocele e a hidrocefalia são malformações congênitas que exigiram intervenção cirúrgica (correção da MMC e DVP), que por sua vez levou a complicações como infecção (meningite) e insuficiência de órgãos, culminando no óbito. Portanto, a malformação é a condição inicial.
A causa imediata é a doença ou condição que levou diretamente à morte. A causa intermediária é a condição entre a causa básica e a imediata. A causa básica é a condição original que iniciou toda a sequência.
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