Ultra-X Medicina Diagnóstica (SP) — Prova 2015
Um motociclista trafegava em alta velocidade quando colidiu com a traseira de um ônibus. Foi removido para um centro de atendimento onde se diagnosticou fratura de base de crânio, tendo sido instituído tratamento conveniente. O quadro neurológico agravou-se tendo o paciente entrado em coma profundo. No quarto dia, começou apresentar dificuldade respiratória, cuja causa foi diagnosticada como pneumonia por Klebsiella sp. O quadro continuou desfavoravelmente, apesar dos cuidados e medicação aplicada, teve parada cardiorrespiratória irreversível. Tendo em vista a presente história clínica no atestado de óbito, deverá ser registrada como causa básica de morte,
Causa básica de morte = evento inicial que desencadeou a cadeia de eventos que levou ao óbito.
A causa básica de morte é o evento original que iniciou a sequência de eventos que culminaram no óbito. No caso de trauma, é o acidente ou a violência que causou a lesão fatal, e não as complicações subsequentes ou a parada cardiorrespiratória.
O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) é uma habilidade fundamental para médicos, impactando diretamente as estatísticas de saúde pública e a compreensão das causas de mortalidade. A causa básica de morte é definida como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que levaram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. Sua identificação precisa é crucial para a formulação de políticas de saúde e prevenção. Em casos de trauma, como acidentes de trânsito, a causa básica de morte é o evento externo que gerou a lesão inicial, mesmo que o paciente tenha desenvolvido complicações como infecções (pneumonia) ou falência de órgãos. Essas complicações são consideradas causas intermediárias ou imediatas. A fratura de base de crânio, neste cenário, é uma consequência direta do trauma, e não a causa básica em si, que é o acidente. Para a prática clínica e provas de residência, é vital diferenciar a causa básica das causas intermediárias e imediatas. A parada cardiorrespiratória é um evento terminal e nunca deve ser registrada como causa básica. O foco deve ser sempre no evento original que desencadeou a cascata de eventos que culminaram no óbito, garantindo a precisão dos dados epidemiológicos.
A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos que levou à morte, enquanto a causa imediata é a doença ou condição que diretamente precedeu a morte.
O trauma é o evento inicial que desencadeou toda a cascata de eventos, incluindo a fratura de base de crânio e suas complicações, que levaram ao óbito.
A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) fornece códigos padronizados para doenças e causas externas, garantindo a uniformidade e comparabilidade dos dados de mortalidade.
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