UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2019
JSO, sexo masculino, 70 anos, tabagista. Histórico de hipertensão há 30 anos, sem tratamento regular. Diagnóstico de Câncer de próstata há um ano. Há seis meses começou a apresentar dispnéia de esforços. Há 3 meses foram diagnosticadas hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, sendo iniciado tratamento medicamentoso. Hoje fez um quadro de edema agudo de pulmão vindo a falecer após algumas horas. Qual das alternativas abaixo apresenta a causa básica de morte:
Causa básica de morte = doença que iniciou a cadeia de eventos que levou ao óbito (Hipertensão → IC → EAP).
A causa básica de morte é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que levaram diretamente à morte. Neste caso, a hipertensão arterial não tratada por 30 anos foi a doença subjacente que levou à insuficiência cardíaca e, consequentemente, ao edema agudo de pulmão fatal.
A determinação da causa básica de morte é um conceito fundamental em epidemiologia e saúde pública, essencial para a correta codificação e análise de dados de mortalidade. Ela se refere à doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos que levaram diretamente ao óbito, e não às condições que surgiram como complicações ou à causa imediata. No caso apresentado, a hipertensão arterial sistêmica não tratada por um longo período é a doença crônica subjacente que desencadeou a cascata de eventos. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo a insuficiência cardíaca, que se desenvolve como uma complicação crônica da sobrecarga imposta ao coração. A insuficiência cardíaca, por sua vez, é a condição que levou diretamente ao edema agudo de pulmão, a causa imediata do óbito. Portanto, a hipertensão arterial é a causa básica, pois foi o ponto de partida da cadeia de eventos que culminou na morte do paciente. O reconhecimento dessa sequência é crucial para a prevenção e o manejo adequado de doenças crônicas.
A causa básica de morte é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que levaram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. É a condição subjacente que desencadeou todo o processo.
A hipertensão arterial não controlada causa sobrecarga crônica no coração, levando à hipertrofia ventricular esquerda e, eventualmente, à insuficiência cardíaca. Também danifica vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto, AVC e doença renal crônica.
A insuficiência cardíaca, especialmente a esquerda, resulta em falha do coração em bombear sangue eficientemente, levando ao acúmulo de sangue nos pulmões. Esse acúmulo causa aumento da pressão capilar pulmonar e extravasamento de líquido para os alvéolos, resultando em edema agudo de pulmão.
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