UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Homem, 30 anos de idade, com lesão raquimedular sacral, evoluiu com quadro de bexiga acontrátil. Qual é a técnica de drenagem vesical de escolha?
Lesão medular sacral + bexiga acontrátil → Cateterismo intermitente = padrão ouro para esvaziamento vesical.
Em pacientes com lesão raquimedular sacral e bexiga acontrátil, o cateterismo intermitente é a técnica de escolha para o esvaziamento vesical. Isso minimiza o risco de infecções urinárias e preserva a função renal a longo prazo, sendo superior a métodos de drenagem contínua.
A bexiga neurogênica é uma complicação comum e grave em pacientes com lesão raquimedular, resultando em disfunção do armazenamento e esvaziamento vesical. A lesão sacral, especificamente, pode levar a uma bexiga acontrátil, com perda da capacidade de micção voluntária. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações e preservar a função renal. A fisiopatologia da bexiga acontrátil em lesões sacrais envolve a interrupção das vias nervosas parassimpáticas que controlam a contração do detrusor. Isso leva à retenção urinária e sobredistensão vesical. O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por estudos urodinâmicos para avaliar o tipo de disfunção. O tratamento de escolha para a bexiga acontrátil é o cateterismo vesical intermitente limpo, que permite o esvaziamento regular da bexiga, minimizando a estase urinária e o risco de infecções e danos ao trato urinário superior. Outras opções, como cistostomia ou sonda de demora, são geralmente reservadas para casos específicos ou falha do cateterismo intermitente devido aos maiores riscos de complicações.
O cateterismo intermitente reduz o risco de infecções do trato urinário, cálculos vesicais e hidronefrose, preservando a função renal e melhorando a qualidade de vida do paciente.
A sonda vesical de demora está associada a um maior risco de infecções urinárias recorrentes, formação de cálculos e lesões uretrais, sendo menos fisiológica que o cateterismo intermitente.
As principais complicações incluem infecções do trato urinário, disfunção vesical (bexiga neurogênica), refluxo vesicoureteral, hidronefrose e insuficiência renal crônica.
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