Acesso Venoso Central: Riscos de Trombose e Complicações

UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015

Enunciado

Simone apresentou fístula enteroatmosférica, e entre os procedimentos realizados, foi feito acesso venoso central através da punção da veia subclávia com cateter longo, tipo Intracath. A punção venosa central tem inúmeras características. Assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O material do cateter é um importante determinante do tromboembolismo.
  2. B) A lesão vascular provocada pela punção venosa e a estase venosa contribuem para o tromboembolismo venoso.
  3. C) A veia subclávia é um local de baixa ocorrência de trombose venosa após inserção de cateter central.
  4. D) O diâmetro do cateter e o número de tentativas de venopunção durante a inserção do mesmo têm correlação direta com o aumento da frequência de tromboembolismo venoso.
  5. E) A punção da veia jugular interna é uma das alternativas de acesso venoso central. 

Pérola Clínica

Cateter venoso central: Veia subclávia tem risco de trombose, não é local de baixa ocorrência.

Resumo-Chave

A punção da veia subclávia, embora comum, não é um local de baixa ocorrência de trombose venosa associada ao cateter. Fatores como material, diâmetro do cateter, número de tentativas e lesão vascular aumentam o risco de tromboembolismo.

Contexto Educacional

O acesso venoso central é um procedimento fundamental na medicina, utilizado para administração de fluidos, medicamentos, nutrição parenteral e monitorização hemodinâmica, como no caso de pacientes com fístula enteroatmosférica. No entanto, sua utilização não é isenta de riscos, sendo o tromboembolismo venoso uma das complicações mais sérias e frequentes. A fisiopatologia da trombose associada a cateter envolve a tríade de Virchow: lesão endotelial (pela punção e atrito do cateter), estase sanguínea (pela presença do cateter no lúmen vascular) e hipercoagulabilidade (associada à condição clínica do paciente). O material do cateter (ex: poliuretano vs. silicone), seu diâmetro e o número de tentativas de venopunção são determinantes importantes no risco de trombose. É um erro comum subestimar o risco de trombose em determinados sítios. A veia subclávia, por exemplo, não é um local de baixa ocorrência de trombose, e todos os sítios de acesso central (jugular interna, femoral) apresentam riscos que devem ser ponderados. A prevenção inclui a escolha do menor cateter possível, técnica asséptica rigorosa, minimização de tentativas e, em alguns casos, profilaxia antitrombótica.

Perguntas Frequentes

Quais fatores aumentam o risco de trombose associada a cateter venoso central?

Fatores como o material do cateter (ex: poliuretano), seu diâmetro, o número de tentativas de punção, a lesão vascular durante a inserção e a estase venosa contribuem significativamente para o risco de tromboembolismo venoso.

A veia subclávia é um sítio seguro para cateter venoso central em relação à trombose?

Não, a veia subclávia, embora seja um sítio comum para acesso venoso central, não é de baixa ocorrência de trombose venosa associada a cateter. Todos os sítios de acesso central carregam um risco inerente de trombose.

Quais são as alternativas de acesso venoso central?

Além da veia subclávia, a veia jugular interna e a veia femoral são alternativas comuns para acesso venoso central. Cada uma possui vantagens e desvantagens específicas em termos de risco de complicações e facilidade de inserção.

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