Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa correta com relação aos cateteres venosos centrais (CVC) como fatores de risco para TVP.
PICC tem risco de TVP substancialmente menor que CVC tradicional, sendo preferível quando lúmen de grosso calibre não é essencial.
Cateteres venosos centrais são um fator de risco conhecido para trombose venosa profunda. No entanto, os PICCs (Cateteres Centrais de Inserção Periférica) são geralmente associados a um risco menor de TVP em comparação com os CVCs inseridos em veias centrais como subclávia ou jugular, tornando-os uma opção mais segura para acesso venoso central de longo prazo.
Os cateteres venosos centrais (CVCs) são dispositivos essenciais na prática médica moderna, utilizados para administração de medicamentos, fluidos, nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica e hemodiálise. No entanto, seu uso não é isento de riscos, sendo a trombose venosa profunda (TVP) uma das complicações mais significativas e potencialmente graves, com incidência que pode variar amplamente dependendo do tipo de cateter, local de inserção e características do paciente. A fisiopatologia da TVP relacionada a cateter envolve a tríade de Virchow: lesão endotelial (pela inserção do cateter), estase sanguínea (pelo cateter ocupando o lúmen vascular) e hipercoagulabilidade (frequentemente presente em pacientes que necessitam de CVC). Os cateteres centrais de inserção periférica (PICC) surgiram como uma alternativa aos CVCs tradicionais (inseridos em veias jugulares ou subclávias), oferecendo um perfil de segurança melhorado em muitos aspectos. Estudos têm demonstrado que os PICCs apresentam um risco substancialmente menor de TVP sintomática e outras complicações mecânicas e infecciosas em comparação com os CVCs de inserção central. Essa diferença no risco de trombose é um fator importante na escolha do tipo de cateter, especialmente para acesso venoso de médio a longo prazo, onde um lúmen de grosso calibre não é estritamente necessário. A prevenção da TVP relacionada a cateter envolve a escolha adequada do cateter, técnica de inserção asséptica e minimamente traumática, e, em alguns casos, profilaxia antitrombótica.
Fatores incluem o tipo de cateter (CVC > PICC), local de inserção (femoral > jugular > subclávia), número de lúmens, tempo de permanência, condições do paciente (câncer, trombofilia) e trauma vascular durante a inserção.
O PICC é preferível para acesso venoso central de médio a longo prazo, quando não há necessidade de lúmens de grosso calibre ou infusões rápidas, e quando se deseja minimizar o risco de pneumotórax, infecção e trombose.
As manifestações podem incluir dor, edema e eritema no membro onde o cateter está inserido, dor no ombro ou pescoço, e disfunção do cateter (dificuldade de infusão ou aspiração).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo